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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Exercício ou sertralina melhora sintomas depressivos em cardiopatas quando comparados ao placebo, em estudo publicado pelo JACC


O objetivo do estudo, publicado pelo Journal of the American College of Cardiology (JACC), foi avaliar a eficácia do exercício e da medicação antidepressiva (sertralina) na redução dos sintomas1 depressivos e na melhoria dos biomarcadores cardiovasculares em pacientes deprimidos com doença cardíaca coronária.
Cento e um pacientes com doença cardíaca coronária e sintomas1 depressivos graves foram submetidos à avaliação de depressão, incluindo uma entrevista psiquiátrica e uma avaliação usando a escala de Hamilton para depressão (Hamilton Rating Scale for Depression). Os participantes foram randomizados para receberem, durante quatro meses, um dos tratamentos abaixo:
  • Realização de exercício aeróbico (três vezes por semana) em um total de noventa minutos por semana.
  • Uso de sertralina (50-200 mg/dia).
  • Uso de placebo2.


Avaliações adicionais de biomarcadores cardiovasculares incluíram medidas de variabilidade da frequência cardíaca, avaliações da função endotelial, da sensibilidade do barorreflexo, da inflamação3 e da função plaquetária.
Os resultados, após 16 semanas, mostraram que todos os grupos apresentaram melhora no escore de depressão segundo avaliação usando a Escala de Hamilton para escores de depressão. Os participantes tanto do exercício aeróbio quanto os que usaram sertralina obtiveram reduções maiores nos sintomas1 depressivos comparados aos que receberam placebo2. Exercício e sertralina foram igualmente eficazes na redução dos sintomas1 depressivos. Os exercícios e a medicação tendem a resultar em maiores reduções na variabilidade da frequência cardíaca em comparação com o placebo2. Exercício tende a resultar em maiores reduções na variabilidade da frequência cardíaca em comparação com a sertralina.
Concluiu-se que, tanto o exercício quanto a sertralina , resultaram em maiores reduções de sintomas1 depressivos em comparação com o placebo2 em pacientes com doença cardíaca coronária. As evidências de que os tratamentos ativos podem também melhorar os biomarcadores cardiovasculares sugerem que eles podem ter um efeito benéfico sobre os resultados clínicos, bem como na qualidade de vida.
Fonte: Journal of the American College of Cardiology (JACC), volume 60, de 7 de agosto de 2012

 
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