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terça-feira, 7 de maio de 2013

BRASIL VAI INVESTIR VAI INVESTIR 35 BILHÕES EM MEDICAMENTOS ATÉ 2016 1 Leia mais: Brasil vai investir vai investir 35 bilhões em medicamentos até 2016 - PFARMA http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/mercado/1314-brasil-vai-investir-vai-investir-35-bilhoes-em-medicamentos-ate-2016.html#ixzz2Scs4hYqC





As indústrias brasileiras da saúde estão diante de uma janela de oportunidades para investirem na produção nacional de medicamentos, especialmente os biológicos. De um lado, um comprador garantido oferecendo uma série de estímulos para facilitar a produção nacional: o Ministério da Saúde tem um orçamento de R$ 35 bilhões para aquisição de medicamentos até 2016 – o maior valor já investido pelo Governo Federal. De outro, um nicho de mercado bastante atraente: oito biológicos estão com patente vencida ou prestes a vencer.
Este cenário é similar ao que ocorreu com os medicamentos sintéticos no início dos anos 2000, quando os genéricos invadiram com força o mercado. É chegada a vez dos chamados biossimilares - cópias dos biológicos originais -, usados como vacinas e para o tratamento do câncer, por exemplo.
Atualmente, o Governo Federal responde por cerca de 60% das compras de biológicos no país. De alto custo, estes itens consomem 43% dos gastos do Ministério da Saúde com medicamentos, apesar de representarem 5% da quantidade adquirida.

OPORTUNIDADE

Um total de 14 empresas privadas e 6 laboratórios públicos já enxergaram a oportunidade, travando parcerias para a produção nacional de 14 biossimilares para doenças como hemofilia, esclerose múltipla, artrite reumatoide e diabetes. Até 2017, estes produtos terão fabricação 100% nacional. Neste mês, outras duas empresas privadas brasileiras se movimentaram neste sentido: a Biomm e a Libbs. A Biomm fechou parceria com a Fiocruz para a produção nacional de insulina. A previsão de investimento na construção da fábrica da Biomm é de R$ 430 milhões nos próximos 5 anos -- R$ 80 milhões do Ministério da Saúde e Fiocruz, e o restante via financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). A Libbs se uniu ao grupo argentino Chemo para a construção de uma fábrica nacional de sete biológicos – um investimento de R$ 200 milhões. Em maio, outras 10 novas PDPs de biológicos devem ser anunciadas.
Além do financiamento, o Governo tem feito uma série de arranjos desde o ano passado para viabilizar a infraestrutura, a regulamentação e o aparato jurídico necessários para a produção nacional. Entre as ações, estão parcerias entre laboratórios privados, nacionais ou internacionais, que detêm as patentes do medicamento original, para transferir a tecnologia para laboratórios públicos até que eles ganhem independência para produzir o medicamento. Em troca, o governo garante a compra do item produzido internamente durante todo o período de transferência de tecnologia, estipulado em, no máximo 5 anos. A produção dos medicamentos deve envolver desde a elaboração do princípio ativo até a embalagem do produto. É a chamada produção verticalizada. Nos últimos anos, a importação de remédios tem superado a de princípios ativos, sobretudo por conta dos altos custos dos produtos para tratamentos complexos. Hoje, os princípios ativos importados equivalem a 70% do mercado nacional, enquanto os medicamentos prontos importados equivalem entre 10% e 20% do mercado nacional.
Para garantir a qualidade da produção nacional, além de investimento em pesquisa para criação de novos produtos inovadores, o Ministério da Saúde disponibilizou R$ 1 bilhão até 2015 para investimento na infraestrutura e no capital humano dos laboratórios públicos nacionais. Em 2012, ao todo 14 laboratórios públicos apresentaram 67 projetos e receberam um total de R$ 242 milhões de investimento do ministério.
Além disso, foi regulamentada em 2012 lei que criou margem de preferência de até 25% nas licitações para empresas que produzam no Brasil. No âmbito do registro de medicamentos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) passam a cumprir, a partir deste ano, prazos mais curtos para registro de medicamentos prioritários ao SUS. Ficou estabelecido prazo de até 9 meses e a Anvisa criou uma gerência só para análise de registro de biológicos. Também foram criadas de linhas de crédito para empresas que investem em biossimilares e equipamentos – um total de R$ 7 bilhões, financiados pelo BNDES, Finep e Ministério da Saúde.

ECONOMIA

O Brasil produz hoje via PDP 15% do que oferta no SUS. A meta é produzir 35% até 2015. Só com os biológicos fabricados no país atualmente (9 medicamentos e 5 vacinas), o Ministério da Saúde vai economizar R$ 1 bilhão nas compras – o equivalente à 1/3 da economia que obeterá com medicamentos frutos das 64 PDPs travadas atualmente (R$ 2,8 bilhões).
Dois biossimilares frutos dessas parcerias, produzidos 100% no Brasil já estão disponíveis para o SUS: o relaxante muscular toxina botulímica e a vacina H1N1. Além disso, o imunossupressor nacional Etanercepte, contra artrite reumatoide, já conseguiu o primeiro registro na Anvisa. Os demais devem estar disponíveis na rede pública até 2017. No total, mais de 1 milhão de usuários do SUS são beneficiados com esses medicamentos. Com essas parcerias, o Ministério da Saúde tem assinadas 64 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) via transferência de tecnologia no Brasil, que envolvem 15 laboratórios nacionais e cerca de 40 farmacêuticas privadas.

BIOLÓGICOS

Há 5 anos os biológicos começaram a ganhar maior magnitude nas compras governamentais. Atualmente, 29 biofármacos são disponibilizados à população pelo SUS – para hepatites, artrite, fibrose cística, eritropoise, hepatite B e C, tireoide, acromegalia, doença de Gaucher, além de imunossupressor, anti-inflamatório, fator de estímulo de granulócito, fator de crescimento hematopoiético, auxiliares digestivos, hormônio de crescimento e relaxamento muscular.

Fonte: Por Bárbara Semerene - Ministério da Saúde


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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Campanha Descarte Certo


Campanha Descarte Certo
O descarte indevido ou imprudente de resíduos medicamentosos é algo que afeta sensivelmente o meio ambiente e deve ser controlado por meio de planos de prevenção e conscientização desses riscos.
Os usuários de medicamentos geralmente não sabem ou não tem informações o suficiente sobre onde depositá-los depois de expirada a data de validade. Em função disso, grande parte desses resíduos que são descartados indevidamente vem das residências.
Pensando em contribuir para essa conscientização, o Curso de Farmácia da Unisinos está divulgando um projeto para o recolhimento de medicamentos vencidos que estejam nas casas dos professores, alunos e funcionários da universidade. A campanha Descarte Certo visa a prevenção e a redução dos danos causados por esse tipo de lixo quando é deixado junto aos detritos orgânicos sem o devido encaminhamento.
Cláudia Kuplich Barcellos, coordenadora do Curso de Farmácia, falou que várias atividades acadêmicas também são realizadas juntamente com a campanha, “Os alunos do curso separam os medicamentos das caixas e das bulas. Tudo é pesado e catalogado para só então esses resíduos serem encaminhados para o Serviço de Gestão Ambiental da Unisinos – SGA, que irá levá-los para um aterro sanitário. Tudo é feito com todo o cuidado”.
Os postos de coleta dos medicamentos vencidos se encontram em frente à farmácia Agafarma do Centro Comunitário (informalmente conhecido como “Redondo”) e no posto de atendimento do centro 2.
Nota publicada no Instituto Humanitas Unisinos
http://www.unisinos.br/blogs/ihu/geral/campanha-descarte-certo/

domingo, 28 de abril de 2013

Anvisa alerta sobre segurança em serviços de saúde

26 de abril de 2013
A Anvisa vem acompanhando e atuando de forma conjunta com a Vigilância Sanitária e com a Polícia Civil de Campinas (SP) com relação aos fatos ocorridos, em janeiro do corrente ano, no Serviço de Ressonância Nuclear Magnética do Hospital Vera Cruz, daquele município, que culminaram com o óbito de três pacientes.
Embora a Anvisa ainda não tenha recebido o relatório final da Vigilância Sanitária local, a gravidade deste caso impõe a necessidade de destacar os seguintes pontos de forma a minimizar os riscos inerentes aos procedimentos e garantir a segurança dos pacientes:
1. Os serviços de saúde devem possuir e divulgar entre os seus profissionais, protocolos e rotinas contemplando as diferentes etapas de seus processos de trabalho;
2. Os serviços de saude devem adotar medidas para que os protocolos e rotinas sejam seguidos pela equipe profissional;
3. Todos os profissionais do serviço de saúde devem receber capacitação inicial e periodicamente para o desempenho de suas responsabilidades, incluindo os protocolos e rotinas do serviço;
4. Nos locais de atendimento devem ficar disponíveis apenas os materiais e produtos utilizados nos processos de trabalho;
5. Os materiais e produtos para saúde utilizados no serviço devem estar regularizados perante a vigilância sanitária de acordo com as normatizações vigentes;

6. Os materiais e produtos para saúde devem ser utilizados de acordo com a finalidade prevista nos manuais dos fabricantes, especificadas nas orientações da rotulagem;
7. Os materiais e produtos para saúde devem estar devidamente identificados de forma clara a fim de evitar troca ou falhas na sua utilização;
8. Os pacientes devem ser informados de forma clara quanto aos procedimentos a que serão submetidos, devendo questionar a equipe de saúde sempre que tiver dúvidas em relação aos riscos e cuidados;
9. O serviço da saúde deve gerenciar e monitorar os riscos dos seus processos de trabalho, adotando medidas preventivas e corretivas quando necessário.
Os itens abordados neste Alerta Sanitário fazem parte de um conjunto de exigências normativas constante na resolução RDC 63/2011.
A Anvisa continuará monitorando e avaliando este caso e adotará outras medidas caso necessário.
Imprensa / Anvisa

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Suco de beterraba pode reduzir a pressão arterial em cerca de 10 mmHg pela presença de nitrato no legume, publicado pelo periódico Hypertension







suco de beterraba contém nitrato e pode reduzir a pressão arterialsistólica e diastólica em média em 10 mmHg, mesmo depois que os níveis de nitrato contidos no suco e ingeridos voltam ao normal nosangue. Os efeitos mais acentuados ocorreram entre três e seis horas após a ingestão do suco, mas ainda havia redução até 24 horas depois.
O estudo de Webb e colaboradores mostra que a ingestão de suco de beterraba, que é rica em nitrito/nitrato, por voluntários saudáveis não só reduziu a pressão arterial em aproximadamente 10 milímetros de mercúrio, mas também impediu a disfunção endotelial após reperfusão por isquemia (sem alterar a dilatação da artériapré-isquemia). A ingestão do suco era coincidente com um aumento drástico nos níveis plasmáticos de nitrato e nitrito.
Dessa forma, o nitrato na dieta pode reduzir os riscos cardiovasculares através de um procedimento de baixo custo e natural em oposição à abordagem com o uso de vários medicamentos.
Fonte: Hypertension

NEWS.MED.BR, 2013. Suco de beterraba pode reduzir a pressão arterial em cerca de 10 mmHg pela presença de nitrato no legume, publicado pelo periódico Hypertension. Disponível em: <http://www.news.med.br/p/saude/348999/suco-de-beterraba-pode-reduzir-a-pressao-arterial-em-cerca-de-10-mmhg-pela-presenca-de-nitrato-no-legume-publicado-pelo-periodico-hypertension.htm>. Acesso em: 25 abr. 2013.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Anvisa suspende produtos irregulares da empresa Infan


Anvisa suspende produtos irregulares da empresa Infan

24 de abril de 2013
A Anvisa suspendeu, nesta quarta-feira (24/4), a fabricação de todos os medicamentos, cosméticos e alimentos produzidos pela empresa Infan – Indústria Química Farmacêutica Nacional. A única exceção é para o medicamento Prostokos (Misoprostol), que continuará sendo produzido.

A distribuição, comércio e uso de todos os lotes de medicamentos, cosméticos e alimentos fabricados pela referida empresa também estão suspensos. Apenas os medicamentos Prostokos, Gamax, Imunoglucan e Sanprost podem continuar sendo distribuídos e comercializados. A determinação é válida em todo território nacional.

A ação é resultado da inspeção realizada neste mês, em conjunto com a Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária na empresa, que constatou irregularidades no processo de fabricação. Entre os principais problema a fiscalização identificou o risco de contaminação e prejuízo para a saúde dos usuários.

Todos os produtos suspensos, com exceção dos especificados acima, devem ser recolhidos do mercado. A determinação está na resolução 
RE nº 1476/13.

A suspensão de um ou de todos os lotes de determinado produto é definitiva e tem validade imediata, após divulgação da medida no Diário Oficial.
Imprensa/Anvisa

 
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