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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Insulina é como o ovo, requer cuidados especiais

 
O que o ovo tem a ver com a insulina? Mais do que vocês imaginam, porque, assim como o ovo, a insulina é uma proteína que se comporta nas diversidades das condições ambientais a que ela é submetida.
O que acontece com o ovo se batemos a sua clara ou o colocamos sob uma fonte intensa de calor? Ele passa por transformações que alteram sua forma original. O mesmo acontece com a insulina. Por isso devemos tomar alguns cuidados, evitando:
  • Agitação extrema;
  • Alterações de temperatura (frio abaixo de 2 graus ou calor acima de 30graus);
  • Exposição excessiva ao ar (frascos em utilização por mais de 28 dias);
As transformações estruturais sofridas pela insulina, nessas situações descritas acima, não são perceptíveis visualmente, como no ovo, mas podem levar ao comprometimento do efeito desejado por ela. Ou seja, ela pode perder a sua função.
Por isso devemos ter um cuidado especial ao armazenar e/ou manipular a insulina.

Cuidados que devemos ter com a insulina

  • Não guardá-la na porta da geladeira, pois com o abre e fecha da porta, as variações de temperaturas são muito grandes.
  • Não armazená-la próximo ao congelador da geladeira, evitando assim que ela se congele. Guarde sua insulina nas prateleiras próximas a gaveta de frutas e verduras.
  • A Insulina que se encontra em uso, pode ser mantida fora da geladeira, desde que a temperatura ambiente não ultrapasse os 30 graus, devendo ser usada em até 28 dias.
  • Ao transportar o frasco de insulina em caixa de isopor, devemos evitar que ele fique rolado de um lado para o outro.
  • Quem usa insulina em caneta, deve retirar a agulha a cada uso, evitando assim a entrada de ar, que pode modificar a eficácia da insulina.
Conte-nos, você toma os cuidados necessários com a sua insulina? Tem alguma dúvida? Deixe seu comentário.
Escrito por: Mônica Amaral lenzi – Farmacêutica | Educadora em Diabetes (30/03/2012)
farmaceutica@docevidadiabetes.com.br
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Farmácia popular vai distribuir gratuitamente medicamentos para asma




O Ministério da Saúde incluirá, a partir de 4 de junho, no programa Saúde Não Tem Preço, medicamentos para asma de forma totalmente gratuita à população. Além de já ter acesso a 11 medicamentos para hipertensão e diabetes nas 554 farmácias populares da rede própria (administradas e montadas pelo governo) e 20.374 da rede privada, a população poderá retirar mais três medicamentos para asma, em dez apresentações. São eles: brometo de ipratrópio, dirpoprionato de beclometasona e sulfato de salbutamol (ver quadro ao final).
A ação faz parte do programa Brasil Carinhoso, lançado, nesta segunda-feira (14), pela presidenta Dilma Rousseff. O objetivo do programa é tirar da miséria crianças de 0 a 6 anos de idade. Para atingir essa meta, o governo vai ampliar o Bolsa Família, aumentar o número de creches no país e a distribuição de medicamentos para crianças. "O Estado brasileiro tem o compromisso e o dever de cuidar de suas crianças. Somente é possível retirar uma criança da miséria se retirarmos toda sua família", avaliou a presidenta, durante lançamento do programa.
A expectativa do ministério é que a inclusão dos medicamentos tenha impacto positivo especialmente na saúde infantil. A asma está entre as principais causas de internação entre crianças de até 6 anos. Em 2011, do total de 177,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência da doença, 77,1 mil foram crianças de 0 a 6 anos. Além disso, cerca de 2,5 mil pessoas morrem por ano por conta da doença. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da inclusão dos medicamentos no programa. "Estamos dando um passo importante para reduzir o número de internações e de óbitos que ainda existem. Nós não só estamos salvando vidas, mas estamos também estimulando melhor o desenvolvimento", disse o ministro.
Os medicamentos incorporados já fazem parte do elenco do programa Farmácia Popular, ou seja, são ofertados à população com até 90% de desconto nas unidades da rede própria e privada. Com a inclusão deles no Saúde Não Tem Preço, o valor de referência (estabelecido pelos laboratórios produtores) será mantido e o governo assumirá a contrapartida que era paga pelo cidadão.
A incorporação deles ampliará o orçamento atual do Saúde Não Tem Preço em R$ 30 milhões por ano. O orçamento de 2012 do programa, sem contar os valores previstos para cobrir os custos com a inclusão dos medicamentos para asma, é R$ R$ 836 milhões.
A gratuidade deve beneficiar até 800 mil pacientes por ano. Atualmente, o programa Farmácia Popular atende 200 mil pessoas que adquirem medicamentos para o tratamento de asma. A estimativa do ministério é que, com a gratuidade, este número possa quadruplicar – como ocorreu com os medicamentos para hipertensão e diabetes após um ano de lançamento da gratuidade pelo programa Saúde Não Tem Preço, iniciado em fevereiro de 2011.

ALTA PROCURA PELOS MEDICAMENTOS


A inclusão dos medicamentos para asma no programa aconteceu porque, após a gratuidade da hipertensão e diabetes, foi percebido que a venda dos medicamentos para asma foi a que mais apresentou crescimento nas farmácias populares, chegando a 322% de aumento entre fevereiro de 2011 e abril de 2012.
Além disso, a asma está entre as doenças crônicas não transmissíveis, importante do ponto de vista epidemiológico e foco de ações estratégicas por parte do Ministério da Saúde desde o ano passado, com ações previstas no "Plano de Ações Estratégicas Para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, 2011-2022".


MEDICAMENTO INCLUÍDO NO PROGRAMA
APRESENTAÇÃO
Brometo de ipratrópio
0,02 mg
0,25 mg
Dirpoprionato de beclometasona
200 mcg/dose
200 mcg/cápsula
250 mcg
50 mcg
Sulfato de salbutamol
100 mcg
2 mg
2 mg/5ml
5 mg/ml


Fonte: Bárbara Semerene, da Agência Saúde

Genéricos batem recorde e podem ter 30% do mercado

O primeiro trimestre de 2012 marcou um novo recorde para as vendas de medicamentos genéricos no Brasil, que atingiram
25,4% de participação no mercado, sem perspectiva de retração nesse desempenho. Segundo o presidente da Pró Genéricos, Odnir Finotti, é possível que até o fim de 2012 os genéricos já representem 30% das vendas de remédios no país.
“O que vemos é que depois de 10 anos o mercado continua robusto e com expectativa de mais crescimento, tanto em razão
dos produtos que já estão à venda há alguns anos, quanto puxado pelos que têm sido lançados atualmente”, afirma Finotti.
“Assim mais e mais brasileiros passam a ter acesso a medicamentos”.
De acordo com a Pró Genéricos, em 2011 começaram a chegar às farmácias brasileiras 20 novos genéricos, com custo no
mínimo 30% inferior aos seus respectivos medicamentos de referência e que, por sua vez, também contribuem para a redução de custos até mesmo dos remédios de referência.
E o Brasil ainda tem espaço para muito mais crescimento dos genéricos. Conforme acrescenta Antonio Britto, presidente
da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), há países em que esses medicamentos representam entre 40% e 50% do mercado. “No Brasil esse fenômeno ainda é recente, mas a tendência é que ele amadureça de maneira
que tenhamos uma divisão entre os genéricos, os de referência e os similares”, diz.
Justamente por isso, segundo Britto, é natural que o mercado absorva os ciclos dos medicamentos— lançados como de referência e que depois passam a ser oferecidos como genéricos.
“É natural também que nós tenhamos os laboratórios produtores dos medicamentos de referência liderando a fabricação de
genéricos”, acrescenta Britto. Os dados da Interfarma apontam que seus associados (representados pelas maiores indústrias farmacêuticas em atuação no Brasil), respondem por 41% da produção de genéricos.
Não à toa, a EMS Pharma detinha, no fim do ano passado, 7,77% de participação no mercado de medicamentos brasileiro
sozinha, com vendas que chegavam a US$ 2 bilhões. A Medley, segunda do ranking, tinha 7,11% de participação em dezembro de 2011, com soma das vendas de US$ 1,8 bilhão.
Excluindo a participação dos genéricos do total da indústria, a evolução do mercado foi de cerca de 6%, em unidades vendidas no trimestre, segundo dados da Pró Genéricos. A entidade calcula que os brasileiros já tenham economizado R$ 26,7 bilhões desde que esses medicamentos chegaram ao mercado, em 2001.
Fonte: Brasil Econômico - São Paulo

terça-feira, 24 de abril de 2012

Novos rumos da indústria

medicamentos-biologicos

Foi anunciada a criação da BioNovis, companhia advinda da união das nacionais Aché, Hypermarcas, EMS e União Química. Em suma, trata-se da futura maior companhia farmacêutica nacional (segundo perspectivas de seu presidente, Odnir Finotti, a assumir o posto) que tem como principal objetivo pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição e comercialização de medicamentos biotecnológicos.

Segundo o comunicado de lançamento, os investimentos iniciais previstos devem somar R$ 500 milhões nos próximos cinco anos – com cada sócio das quatro empresas-base com participação acionária equivalente a 25% do capital social da nova companhia. Segundo Finotti, porém, para adentrar na nova companhia, deve-se desligar todos os laços com as empresas anteriores – já que a BioNovis surge como uma empresa totalmente independente.

“A BioNovis será, certamente, o motor da indústria farmacêutica nacional nos próximos anos. Não à toa, teremos que capacitar profissionais qualificados para atuar na empresa, o que também beneficiará outros áreas além do mercado farmacêutico. Na verdade, este é um projeto que cria um cenário bastante favorável a outras áreas”, avalia Odnir Finotti, que ainda revela que a BioNovis nasce para fazer pesquisas seriamente no País e se utilizar de mão de obra altamente qualificada.

Para Finotti, apesar de concorrentes no mercado tradicional, as empresas-base se uniram para atingir um novo mercado: o de biotecnológicos. “Juntas, elas compartilham algo maior, um mercado no qual o Brasil tem uma dependência absoluta de importação (o de biotecnológicos)”, avalia.

Os medicamentos biotecnológicos são aqueles produzidos a partir de células vivas e, frequentemente considerados como a nova fronteira da indústria farmacêutica mundial. Somente no ano de 2011, a classe movimentou cerca de US$ 160 bilhões no mundo – e R$ 5 bilhões no Brasil.

Residência agora é pós-graduação

Trinta anos depois de o Ministério da Educação (MEC) reconhecer a residência para os médicos, a pasta institucionalizou as regras para o programa que mistura estudo e experiência para os demais profissionais da saúde, atendendo a antiga demanda de 13 áreas. As residências passam a ser reconhecidas como pós-graduação lato sensu, o que permite inclusive a adesão a programas de bolsas de estudo.
O conceito de que a saúde engloba outros segmentos e pode ser estudado de forma multidisciplinar é aceito pelo ministério desde 2005, mas só em 2009 foi formada a Comissão Nacional de Residência Multiprofissional em Saúde (CNRMS) para avaliar e regulamentar o setor. O reconhecimento oficial veio ontem, com a publicação no Diário Oficial da União das diretrizes gerais para a criação dos programas de residência multiprofissional.
De acordo com as diretrizes, os projetos das instituições de ensino superior de residência, que antes eram encaminhados ao MEC sem uma ordem expressa sobre como deveriam ser feitos, agora precisam atender demandas como a titulação mínima de mestre e experiência profissional de pelo menos três anos para os coordenadores e tutores, carga horária de 60 horas semanais, com duração mínima de dois anos e dedicação exclusiva.
Os programas são orientados pelos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) e atendem os profissionais de biomedicina, ciências biológicas, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina veterinária, nutrição, odontologia, psicologia, serviço social e terapia ocupacional. A medida abrange todos os 212 programas de residência multiprofissional e os 296 de residência em área profissional, sendo 137 financiados pelo MEC e o restante, por outros órgãos e instituições, como o Ministério da Saúde.
O presidente do Conselho Regional de Nutrição de Minas Gerais, Élido Bonomo, percebe a decisão como um marco para os profissionais das áreas beneficiadas. Segundo ele, essa proposta estava há anos em discussão, mas faltava sistematizá-la. “É regulamentação de uma prática que vinha sendo adotada, mas que precisava desse reconhecimento”, afirma.
Para Élido, a resolução fortalece os programas na medida em que exige das instituições mais critérios e rigor no encaminhamento dos cursos. “A decisão nos faz crer que, além do lado prático, há um estímulo para a produção de artigos, dissertações e estudos.” Segundo o especialista, a medida também consiste em uma forma de o ministério reconhecer que os problemas de saúde das pessoas são “multifacetados”. “A residência integra as ciências e coloca vários saberes em uma pós-graduação”, define.
Prática
A estudante de nutrição da Universidade de Brasília (UnB) Thamires Marinho, 20 anos, por exemplo, acredita que o misto de aula e prática que o programa oferece vai aprimorar sua atuação como profissional. É por isso que ela se prepara para tentar a residência. “A residência oferecida em Brasília para a minha formação é na área de oncologia. É um projeto completamente diferente e muito interessante, que falta na graduação. Ele envolve outras formações e é um jeito de ter contato prático, mas continuar sendo treinada com a orientação de um tutor.”
Os programas de residência costumam seguir a mesma regra que os mestrados. Um órgão abre seleção e, geralmente, basta que o interessado seja graduado para poder concorrer à vaga. A diferença fica por conta de uma atividade ser profissionalizante e a outra, acadêmica.
Novos diretores na EBSERH
O Ministério da Educação (MEC), com aval da presidente Dilma Rousseff, nomeou ontem Celso Fernando Ribeiro de Araújo, Walmir Gomes de Sousa, Garibaldi José Cordeiro de Albuquerque e Jeanne Liliane Marlene Michel para exercerem cargos de diretores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH). A estatal, veiculada ao ministério, foi criada no fim do ano passado para administrar os hospitais universitários federais, mas ainda caminha a passos lentos. Até o momento, somente o presidente, José Rubens Rebelatto, trabalha na EBSERH, em um escritório improvisado na Esplanada. Segundo a assessoria de imprensa do MEC, a previsão para início das atividades da empresa é o segundo semestre deste ano.

Fonte: Correio Braziliense (via blogsaudebrasil.com.br
Autor: Correio Braziliense

 
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