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terça-feira, 19 de junho de 2012

Rio + 20: conheça a programação da Anvisa na conferência



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) participará da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20) com o objetivo de construir uma agenda de sustentabilidade para a Saúde.  O encontro, que está sendo realizado no Rio de Janeiro, vai até a próxima sexta-feira (22/6).
O diretor José Agenor Álvares da Silva e a assessora de Comunicação, Eventos e Cerimonial da Anvisa, Márcia Turcato, fazem parte da delegação oficial do Ministério da Saúde. Eles integrarão a comitiva brasileira formada por mais de cem chefes de estado e de governo, entre os dias 20 e 22 de junho.
Entre as ações da Anvisa durante a Conferência, destacam-se:
Mostra sobre Inovação Tecnológica
Data: de 13 a 24 de junho
Local: Pier Mauá
Debate sobre impactos dos agrotóxicos na saúde e no ambiente
Data: sábado, 16 de junho
Horário: das 14h às 17h
Palestrante: Heloisa Rey Farza, especialista da Anvisa
Local: Tenda C do Espaço Saúde, Ambiente e Sustentabilidade da Cúpula dos Povos, Aterro do Flamengo.
Debate sobre inclusão produtiva com segurança sanitária
Data: segunda-feira, 18 de junho
Horário: das 9h às 11h
Palestrante: Rosilene Mendes dos Santos, coordenadora de Articulação Institucional da Anvisa
Local: Tenda 8 do Espaço Saúde, Ambiente e Sustentabilidade da Cúpula dos Povos, Aterro do Flamengo.

Assista os vídeos da Anvisa na Rio+20:
Vídeo 01
Vídeo 02
Vídeo 03
Vídeo 04
Vídeo 05

sábado, 9 de junho de 2012

ABC do diabetes

Um problema universal de saúde pública. O diabetes – excesso de açúcar no sangue – atinge 150 milhões de pessoas no mundo. No Brasil, 10 milhões de pessoas têm as duas formas da doença (o tipo 1, quando o pâncreas não produz insulina, e o tipo 2, quando as células resistem à ação da insulina, que representa 90% dos casos). E a incidência aumenta em adultos e adolescentes, sendo a principal causa o crescente aumento de peso.
Segundo o Ministério da Saúde, 50% dos brasileiros sequer sabem que são diabéticos – o que é muito grave. A doença aumenta 3 a 5 vezes o risco de complicações cardiovasculares e é a primeira causa de falência renal, cegueira e amputação, reduzindo a expectativa de vida em 5 a 10 anos. Mas a doença pode ser perfeitamente controlada – às vezes apenas com mudanças de estilo de vida…
O diabetes tipo 1 é doença hereditária? Já se nasce com ela?
O diabetes tipo 1 é uma doença auto-imune. A pessoa não nasce com ela, mas pode desenvolver durante a infância ou até na idade adulta, resultado de uma agressão auto-imune do pâncreas, que passa a não produzir mais insulina.

Quanto do diabetes tipo 2 tem a ver com estilo de vida – obesidade, sedentarismo, etc?
O diabetes tipo 2 tem um fator hereditário, mas sofre grande influência de um estilo de vida sedentário e excesso de peso. Muitas pessoas que têm parentes de primeiro grau com diabetes podem prevenir seu aparecimento se mantiverem um peso adequado e um estilo de vida ativo, evitando o stress e o sedentarismo.

Excesso de açúcar pode causar diabetes?
Não, o que pode causar diabetes é a obesidade resultante da ingestão exagerada de açúcares, o que provoca uma maior resistência à ação de insulina nas células.

Indivíduos com a glicose na faixa de 100/125 são mesmo pré-diabéticos? Ficarão diabéticos, necessariamente?São pré-diabéticos e se não houver uma mudança no estilo de vida, com emagrecimento e atividade física, existe, sim, uma grande chance de ficarem diabéticos.
Qual é o parâmetro metabólico que determina a necessidade de se tomar insulina? Algum índice de glicemia específico do qual não há volta?
A indicação de insulina se faz quando o paciente é diabético tipo 1 ou quando o diabético tipo 2 não responde adequadamente aos medicamentos hipoglicemiantes de uso oral. Com o passar do tempo, o descontrole da doença pode fazer com que o pâncreas passe a não mais produzir uma quantidade de insulina suficiente para que os hipoglicemiantes resultem num bom controle, sendo assim indicada a insulina.

Como se mede ou se percebe a falência do pâncreas?

Quando os níveis de glicemia não abaixam, apesar da medicação oral intensiva e a pessoa segue perdendo peso e com sintomas de hiperglicemia. Também pode-se medir a secreção de peptídeo, que indica quanto o pâncreas está produzindo de insulina.
Que porcentagem de pacientes de diabetes tipo 2 acabarão se tornando dependentes de insulina?

Hoje em dia, com as novas drogas, a necessidade de insulina no diabetes tipo 2 tem diminuído. Muitos pacientes podem viver anos bem controlados sem a necessidade de insulina. Por conta disso, é difícil prever quantos pacientes evoluem para o uso de insulina, inevitavelmente.
Uma vez dependente de insulina, sempre insulinodependente?
Não, a insulina pode se fazer necessária numa época de descontrole, por razões secundárias, tais como infecções e estresse. Uma vez passada a fase crítica, a insulina pode ser retirada. A insulina só fica absolutamente necessária em pacientes com diabetes tipo 1 e em pacientes tipo 2 que não produzam mais insulina.

Como agem os medicamentos antidiabetes? Sua ação tende a perder eficácia, com o tempo?
Há várias formas de ação dos hipogliceminates. Eles podem agir diminuindo a absorção de glicose pelo trato gastrointestinal, melhorando a sensibilidade à insulina, diminuindo a secreção de hormônios contrarreguladores e também estimulando a produção de insulina pelo pâncreas. Hoje, pode-se usar uma associação de drogas que, juntas, resultam num bom controle da glicemia. Eles não perdem o efeito, mas uma vez que o pâncreas fica sendo estimulado por algumas dessas medicações durante anos, isso pode levar a uma fadiga e diminuição da capacidade pancreática de produzir insulina.

Um diabético tipo 1 tem um risco sempre potencialmente maior de complicações que o tipo 2?
O diabetes tipo 1 é uma doença que tem controle mais difícil e, por ser uma doença que acomete indivíduos desde a infância, pode provocar complicações mais frequentemente que o tipo 2. Porém, hoje não se pode aceitar que um paciente diabético viva sem controle. Ele pode evitar todas as complicações que no passado eram um estigma da doença. O diabetes pode e deve ser bem controlado e os indivíduos portadores de diabetes podem ter uma vida normal e sem complicações.

A vida do diabético tipo 1, com o avanço nas tecnologias, é hoje muito melhor do que num passado recente?
Com certeza, hoje temos insulinas melhores, com um maior facilidade de aplicação, seja através de canetas ou de bombas de insulina. Os medidores de glicemias são mais portáteis e o governo permite a todos o acesso a essa tecnologia, possibilitando um controle da doença muito melhor do que no passado.

O diabetes é a doença de nosso tempo, talvez mais do que a hipertensão?
O diabetes ainda é a maior causa de doenças cardiovasculares, de cegueira, amputações não relacionadas a acidentes e insuficiência renal terminal. Porém, a hipertensão também é uma doença dos dias atuais e, juntamente com o diabetes, forma a dupla de grandes fatores de risco para complicações sérias e incapacitantes.

O que um diabético não pode e não deve comer?
Não deve comer açúcares livres e deve evitar grande quantidade de carboidratos na mesma refeição. Também deve manter uma dieta hipocalórica se estiver acima do peso, com baixo teor de gordura. A dieta deve ser sempre individualizada, variando para cada estilo de vida do paciente.

Diabetes 1 e 2: ficha técnica.
O diabetes, na verdade, são duas doenças em uma e um campo fértil para a geração de outras tantas. O diabético tipo 1 não produz insulina e as injeções diárias são essenciais para sua sobrevivência. O diabético do tipo 2 (DM2) produz insulina, mas o organismo não se mostra sensível ao hormônio. O corpo, então, passa a produzi-lo, cada vez mais, para compensar essa resistência. A ação da insulina é progressivamente perdida, impedindo a passagem do açúcar do sangue para as células. O fígado tenta compensar e aumenta a produção de açúcar, o que leva ao acúmulo no sangue.

O tratamento do DM2 inclui reeducação alimentar e exercício físico. Quanto às medicações, existe a metformina (que age na resistência à insulina indiretamente e basicamente no fígado) e as sulfonilreias (que estimulam a produção de mais insulina). Surgiram recentemente medicamentos que atuam sobre a resistência à insulina, as glitazonas. O que torna a descoberta desses sensibilizadores à insulina um avanço é que estas usam a insulina já disponível no organismo, atuando diretamente nas células do fígado, dos músculos e do tecido adiposo. A rosiglitazona, por exemplo, permite que a insulina facilite o acesso adequado da glicose às células, reduzindo e evitando a toxicidade deste excesso de “açúcares” na circulação sobre o coração, vasos sanguíneos e cérebro.
Ser diabético não significa conviver com danos irreversíveis. Siga as recomendações do seu médico, adapte a alimentação, exercite-se, perca o eventual excesso de peso e use a medicação rigorosamente. Não é admissível que uma doença tão antiga ainda contribua para a morte de dezenas de milhares de brasileiros anualmente, consumindo expectativa e qualidade de vida de outros tantos.
Fonte: Revista ABC Farma. Edição 239. “ABC do Diabetes” – Por Arnaldo Ansar.
As informações acima têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

Gasto com medicamentos isentos de prescrição sobe 30%

Os brasileiros só tiveram prejuízos desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, em 2009, que os medicamentos isentos de prescrição, os chamados MIPs, fossem retirados das prateleiras para ficarem atrás do balcão. Uma pesquisa da Anvisa mostra que os gastos dos consumidores com MIPs subiram de 20% a 30% desde 2009. Uma das explicações da alta é que a venda de embalagens grandes cresceu 79% no período, sugerindo que os clientes estão comprando mais remédios.
E, ainda, cresceu a “empurroterapia” - que é a venda indicada pelos balconistas. A indicação pelos atendentes subiu de 4,6%, em 2007, para 9,3% em 2010. Hoje, um grupo de trabalho, criado por Dirceu Barbano, presidente da agência reguladora, estuda a volta desse tipo de remédios para as gôndolas. Uma audiência pública deve ser agendada para o fim de junho.
Fonte: Brasil Econômico – São Paulo

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Insulina é como o ovo, requer cuidados especiais

 
O que o ovo tem a ver com a insulina? Mais do que vocês imaginam, porque, assim como o ovo, a insulina é uma proteína que se comporta nas diversidades das condições ambientais a que ela é submetida.
O que acontece com o ovo se batemos a sua clara ou o colocamos sob uma fonte intensa de calor? Ele passa por transformações que alteram sua forma original. O mesmo acontece com a insulina. Por isso devemos tomar alguns cuidados, evitando:
  • Agitação extrema;
  • Alterações de temperatura (frio abaixo de 2 graus ou calor acima de 30graus);
  • Exposição excessiva ao ar (frascos em utilização por mais de 28 dias);
As transformações estruturais sofridas pela insulina, nessas situações descritas acima, não são perceptíveis visualmente, como no ovo, mas podem levar ao comprometimento do efeito desejado por ela. Ou seja, ela pode perder a sua função.
Por isso devemos ter um cuidado especial ao armazenar e/ou manipular a insulina.

Cuidados que devemos ter com a insulina

  • Não guardá-la na porta da geladeira, pois com o abre e fecha da porta, as variações de temperaturas são muito grandes.
  • Não armazená-la próximo ao congelador da geladeira, evitando assim que ela se congele. Guarde sua insulina nas prateleiras próximas a gaveta de frutas e verduras.
  • A Insulina que se encontra em uso, pode ser mantida fora da geladeira, desde que a temperatura ambiente não ultrapasse os 30 graus, devendo ser usada em até 28 dias.
  • Ao transportar o frasco de insulina em caixa de isopor, devemos evitar que ele fique rolado de um lado para o outro.
  • Quem usa insulina em caneta, deve retirar a agulha a cada uso, evitando assim a entrada de ar, que pode modificar a eficácia da insulina.
Conte-nos, você toma os cuidados necessários com a sua insulina? Tem alguma dúvida? Deixe seu comentário.
Escrito por: Mônica Amaral lenzi – Farmacêutica | Educadora em Diabetes (30/03/2012)
farmaceutica@docevidadiabetes.com.br
www.docevidadiabetes.com.br

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Farmácia popular vai distribuir gratuitamente medicamentos para asma




O Ministério da Saúde incluirá, a partir de 4 de junho, no programa Saúde Não Tem Preço, medicamentos para asma de forma totalmente gratuita à população. Além de já ter acesso a 11 medicamentos para hipertensão e diabetes nas 554 farmácias populares da rede própria (administradas e montadas pelo governo) e 20.374 da rede privada, a população poderá retirar mais três medicamentos para asma, em dez apresentações. São eles: brometo de ipratrópio, dirpoprionato de beclometasona e sulfato de salbutamol (ver quadro ao final).
A ação faz parte do programa Brasil Carinhoso, lançado, nesta segunda-feira (14), pela presidenta Dilma Rousseff. O objetivo do programa é tirar da miséria crianças de 0 a 6 anos de idade. Para atingir essa meta, o governo vai ampliar o Bolsa Família, aumentar o número de creches no país e a distribuição de medicamentos para crianças. "O Estado brasileiro tem o compromisso e o dever de cuidar de suas crianças. Somente é possível retirar uma criança da miséria se retirarmos toda sua família", avaliou a presidenta, durante lançamento do programa.
A expectativa do ministério é que a inclusão dos medicamentos tenha impacto positivo especialmente na saúde infantil. A asma está entre as principais causas de internação entre crianças de até 6 anos. Em 2011, do total de 177,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência da doença, 77,1 mil foram crianças de 0 a 6 anos. Além disso, cerca de 2,5 mil pessoas morrem por ano por conta da doença. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da inclusão dos medicamentos no programa. "Estamos dando um passo importante para reduzir o número de internações e de óbitos que ainda existem. Nós não só estamos salvando vidas, mas estamos também estimulando melhor o desenvolvimento", disse o ministro.
Os medicamentos incorporados já fazem parte do elenco do programa Farmácia Popular, ou seja, são ofertados à população com até 90% de desconto nas unidades da rede própria e privada. Com a inclusão deles no Saúde Não Tem Preço, o valor de referência (estabelecido pelos laboratórios produtores) será mantido e o governo assumirá a contrapartida que era paga pelo cidadão.
A incorporação deles ampliará o orçamento atual do Saúde Não Tem Preço em R$ 30 milhões por ano. O orçamento de 2012 do programa, sem contar os valores previstos para cobrir os custos com a inclusão dos medicamentos para asma, é R$ R$ 836 milhões.
A gratuidade deve beneficiar até 800 mil pacientes por ano. Atualmente, o programa Farmácia Popular atende 200 mil pessoas que adquirem medicamentos para o tratamento de asma. A estimativa do ministério é que, com a gratuidade, este número possa quadruplicar – como ocorreu com os medicamentos para hipertensão e diabetes após um ano de lançamento da gratuidade pelo programa Saúde Não Tem Preço, iniciado em fevereiro de 2011.

ALTA PROCURA PELOS MEDICAMENTOS


A inclusão dos medicamentos para asma no programa aconteceu porque, após a gratuidade da hipertensão e diabetes, foi percebido que a venda dos medicamentos para asma foi a que mais apresentou crescimento nas farmácias populares, chegando a 322% de aumento entre fevereiro de 2011 e abril de 2012.
Além disso, a asma está entre as doenças crônicas não transmissíveis, importante do ponto de vista epidemiológico e foco de ações estratégicas por parte do Ministério da Saúde desde o ano passado, com ações previstas no "Plano de Ações Estratégicas Para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, 2011-2022".


MEDICAMENTO INCLUÍDO NO PROGRAMA
APRESENTAÇÃO
Brometo de ipratrópio
0,02 mg
0,25 mg
Dirpoprionato de beclometasona
200 mcg/dose
200 mcg/cápsula
250 mcg
50 mcg
Sulfato de salbutamol
100 mcg
2 mg
2 mg/5ml
5 mg/ml


Fonte: Bárbara Semerene, da Agência Saúde

 
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