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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Estudo nos EUA liga carne vermelha a risco de câncer de mama



Comer muita carne vermelha no início da vida adulta pode aumentar ligeiramente o risco de câncer de mama, de acordo com um estudo realizado nos Estados Unidos. Pesquisadores de Harvard dizem que substituir a carne vermelha por uma combinação de feijões, ervilhas e lentilhas, aves, nozes e peixe pode reduzir o risco da doença em mulheres mais jovens.
Mas especialistas britânicos pedem cautela, dizendo que outros estudos não mostraram ligação clara entre carne vermelha e câncer de mama. Pesquisas anteriores demonstraram que a ingestão de grande quantidade de carne vermelha e processada provavelmente aumenta o risco de câncer de intestino.
Os novos dados vêm de um estudo realizado nos Estados Unidos acompanhando a saúde de 89 mil mulheres com idades entre 24 a 43.
A equipe, liderada pela Escola de Saúde Pública de Harvard, analisou a dieta de quase 3 mil mulheres que desenvolveram câncer de mama.
'Ingestão elevada de carne vermelha no início da idade adulta pode ser um fator de risco para o câncer de mama', eles relatam na revista "British Medical Journal".
Os próprios cientistas de Harvard, porém, descreveram o risco como 'pequeno'.
O epidemiologista da Universidade de Oxford Tim Key disse que o estudo americano descobriu 'apenas um elo fraco' entre comer carne vermelha e câncer de mama, o que não era forte o suficiente para mudar a evidência apontada em estudos anteriores de que não há ligação definitiva entre a dois.
'As mulheres podem reduzir o risco de câncer de mama mantendo um peso saudável, ingerindo menos álcool e praticando exercícios, e não é uma má ideia trocar um pouco de carne vermelha - que está ligada ao câncer de intestino - por carne branca, feijão ou peixe', acrescentou.
Segundo a diretora da Unidade de Epidemiologia do Câncer da mesma universidade, Valerie Beral, dezenas de estudos já investigaram o risco de câncer de mama associado com a dieta.
'A totalidade da evidência disponível indica que o consumo de carne vermelha tem pouco ou nenhum efeito sobre o risco de câncer de mama, por isso os resultados de um único estudo não podem ser considerados isoladamente', disse ela.
Evidências demonstram que provavelmente há uma relação entre comer muita carne vermelha e processada e o risco de câncer de intestino.
O Ministério da Saúde britânico recomenda que pessoas que comem mais do que 90 gramas (peso cozido) de carne vermelha e processada por dia devem reduzir a porção para 70 gramas.

domingo, 1 de junho de 2014

Você conhece todas as vacinas oferecidas pelo SUS?




As primeiras ações de imunizações no Brasil datam de 1804. Mas foi no ano de 1973 que foi criado o Programa Nacional de Imunizações (PNI) doMinistério da Saúde. E por meio do PNI o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza todos os anos mais de 300 milhões de doses de vacinas. Ao todo, são oferecidos gratuitamente 42 tipos de imunobiológicos e 25 vacinas. Mas você sabe quais são as vacinas e quem deve tomá-las?
Antes do PNI, as ações de imunização eram caracterizadas pela descontinuidade e pela baixa área de cobertura. Criado com o objetivo de coordenar essas ações, o Programa - em 40 anos - transformou o Brasil em um dos países que oferece o maior número de vacinas do mundo.
A coordenadora do PNI, Carla Domingues, destaca que o calendário de vacinação beneficia toda a família. "Nós temos um calendário para o adolescente, adulto e idoso, além da criança que já é rotineiramente vacinada. Então é importante que todas as pessoas conheçam o calendário de vacinação para que ele esteja sempre atualizado", explica. Conheça abaixo o calendário nacional de vacinação atualizado e não deixe passar nenhuma vacina!
 
Todo esse esforço para imunizar a população está dando resultados. O Brasil alcançou a erradicação da poliomielite e da varíola, e a eliminação da circulação do vírus autóctone do sarampo, desde 2000, e da rubéola, desde 2009. Também foi registrada queda acentuada nos casos e incidências das doenças imunopreveníveis, como as meningites por meningococo, difteria, tétano neonatal, entre outras.
Das vacinas disponíveis hoje no SUS, 96% são produzidas no Brasil ou estão em processo de transferência de tecnologia. Isso só é possível porque existe no país um parque produtor de vacinas e imunobiológicos. É um importante patrimônio que deixa o Brasil em situação privilegiada em relação a outros países do mundo e possibilita o desenvolvimento científico e tecnológico.
Novas vacinas – Nos últimos quatro anos, o Ministério da Saúde introduziu sete novas vacinas. Em 2010, foi a vacina pneumocócica 10 valente e meningocócica C conjugada. Em 2012, incluiu a vacina penta (difteria, tétano, pertussis, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B) e a vacina inativada poliomielite (VIP). Já em 2013, o PNI ampliou a oferta da vacina hepatite B, de 29 para 49 anos de idade.
Recentemente, o SUS passou a oferecer a vacina tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela, e é exclusiva para crianças com 15 meses que tenham tomado a primeira dose da tríplice viral. Em 2014, o Ministério já incluiu a vacina contra o HPV, e vai lançar ainda a vacina contra a hepatite A e a dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular) para gestantes.

Lucas Pordeus Leon / Blog da Saúde
Esse post faz parte de #programasecampanhas e possui as seguintes tags: Vacinação,  Sarampo,  SUS,  HPV,  vacina, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações,  PNI,  Poliomielite,  imunobiológicos,  Sistema Único de Saúde (SUS), Hepatite B,  Rubéola,  influenza,  difteria,  caxumba,  Tríplice Viral,  Calendário de Vacinação,  Transferência de Tecnologia,  vacina contra HPV,  Varicela,  #destaques,  Programa Nacional de Imunizações (PNI),  vírus HPV,  Varíola, dTpa,  hepatite A,  Vacina HPV,  #VacinaHPV,  doses,  vírus autóctone do sarampo,  doenças imunopreveníveis, meningites por meningococo,  meningites,  tétano neonatal,  influenza tipo b,  vacinas para gestantes.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

ANVISA CRIA CATEGORIA DE PRODUTO TRADICIONAL FITOTERÁPICO




A Anvisa aprovou duas regulamentações que podem ajudar a população a ter acesso a produtos feitos de plantas da biodiversidade brasileira. A Agência atualizou o registro dos medicamentos fitoterápicos e criou o registro e notificação de Produtos Tradicionais Fitoterápicos. 
A decisão prevê a publicação de duas normas sobre o tema: uma resolução tratando das formas de liberação de fitoterápicos, se registrados quando medicamentos fitoterápicos, ou registrados ou notificados quando se tratarem de produtos tradicionais; e uma outra resolução que traz uma lista de plantas que são já reconhecidas como seguras e eficazes, sendo declaradas pela Anvisa como de registro simplificado.
As duas normas tratam apenas de produtos industrializados a serem regularizados junto a Anvisa, tanto que há uma previsão na norma que produtos elaborados por comunidades tradicionais não são passíveis de registro conforme os princípios da norma.
Serão enquadrados como medicamentos fitoterápicos os que passaram por testes clínicos padronizados para avaliação de segurança e eficácia. Já os Produtos Tradicionais Fitoterápicos serão autorizados por meio da demonstração do uso seguro no ser humano por um período longo, determinado pela Agência como de 30 anos. Já a segunda norma trará uma lista com 43 plantas comumente usadas que poderão produzir medicamentos sem a necessidade de comprovação adicional de eficácia e segurança. Esse registro simplificado abrange espécies brasileiras e plantas reconhecidas, bem como espécies de registro simplificado, reconhecidas como seguras em outros países como Canadá e da União Europeia.
De acordo com o Diretor-Presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, as novas regras são marcos regulatórios importantes para o setor. "As regulamentações vão permitir que as empresas tenham condições de ter um marco regulatório perene e coerente. Com isso, o País terá um mercado mais atrativo em relação aos fitoterápicos", analisa.
Já a Coordenadora de Fitoterápicos e Dinamizados da Anvisa, Ana Cecília Carvalho, destaca que os textos foram elaborados tendo por base regulamentações internacionais já existentes, para que o Brasil tenha normas tecnicamente atuais e harmonizadas internacionalmente.

Como ficam os Fitoterápicos a partir da aprovação 


Medicamento FitoterápicoRegistro comum ou simplificado
Registro comum: baseado na apresentação de dados de eficácia e segurança (estudos)
Registro simplificado: se for uma das plantas da lista de Simplificados.
Produto Tradicional Fitoterápico (Nova Categoria)Pode ser Notificado ou RegistradoNotificação: vale para os produtos listado no Formulário Fitoterápico Nacional. É feito de forma automática.
Registro: feito por meio de literatura que comprove o uso há pelo menos 30 anos
ou
se for uma das plantas da lista de Simplificados.

Fonte: Anvisa


quinta-feira, 17 de abril de 2014

JAMA Internal Medicine: sildenafil, medicamento usado na disfunção erétil, pode aumentar risco de desenvolvimento de melanoma




A proteína cinase ativada por mitógeno RAS/RAF e a cascata daERK (“Extracellular Signal Regulated Protein Kinase”) desempenham um papel fundamental na proliferação de células de melanoma e na sobrevivência de pacientes portadores de tal condição. O citrato de sildenafil (Viagra) é um inibidor seletivo da fosfodiesterase-5A (PDE-5A), comumente usado em casos dedisfunção erétil. Estudos recentes têm mostrado que a ativação do gene BRAF regula para baixo ("down-regulation") os níveis de PDE-5A e que a baixa expressão da PDE-5A, pela ativação do BRAF ou pelo uso de sildenafil, aumenta a capacidade de invasão dascélulas de melanoma no organismo, o que levanta a possibilidade de efeitos adversos do uso de sildenafil sobre o risco de melanoma.
Com o objetivo de avaliar a associação entre o uso de sildenafil e risco de melanomaincidente entre os homens norte-americanos, foi realizado um estudo prospectivo decoorte, publicado pelo JAMA Internal Medicine.
Em 2000, os participantes do Health Professionals' Follow-up Study foram questionados a respeito do uso de sildenafil para a disfunção erétil. Os participantes que relataramcâncer no início do estudo foram excluídos da pesquisa. Um total de 25.848 homens permaneceu na análise.
A incidência de câncer de pele, incluindo melanoma, carcinoma espinocelular (CEC) e de carcinoma basocelular (CBC), foi obtida em questionários bianuais de auto-relato. O diagnóstico de melanoma e de CEC foi confirmado por biópsia.
Foram identificados 142 melanomas, 580 CEC e 3.030 casos de CBC durante o acompanhamento (2000-2010). O uso recente de sildenafil no início do estudo foi significativamente associado ao risco aumentado demelanoma subsequente. Por outro lado, não se observou aumento no risco de CEC ou CBC associado ao uso de sildenafil. Além disso, a própria função erétil não estava associada a uma alteração no risco de desenvolver melanoma. O uso frequente de sildenafil também foi associado a um maior risco de melanoma. Uma análise secundária, excluindo aqueles que relataram ser portadores de doenças crônicas no início do estudo, não alterou significativamente os resultados.
Concluiu-se no presente estudo que o uso de sildenafil pode estar associado a um risco aumentado de desenvolvimento de melanoma. Embora esta pesquisa não seja suficiente para alterar as recomendações clínicas atuais, os pesquisadores apoiam a necessidade de continuar a investigação desta associação.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

CÂMARA APROVA PROJETO QUE LIBERA A VENDA DOS INIBIDORES DE APETITE


O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o Decreto que suspende a proibição dos inibidores de apetite imposta por resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em outubro de 2011. A proposta seguirá para votação no Senado.
A Resolução 52/11, da Anvisa, proibiu a produção e a venda, sob prescrição médica, dos medicamentos que auxiliam no emagrecimento, entre eles os com princípio ativo anfepramona, femproporex e mazindol.
Para o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, que participou de uma reunião de líderes partidários da Câmara sobre o assunto, no dia 1º de abril, a proibição dos inibidores de apetite atende a uma questão de saúde.
“O risco, neste caso, é hipertensão pulmonar, hipertensão arterial e os distúrbios psiquiátricos causados nas pessoas que usam os produtos”, disse Barbano, para quem os remédios não oferecem resultados de perda de peso sustentada em longo prazo.
Para o autor do projeto de decreto legislativo, Beto Albuquerque, a Constituição permite a suspensão de atos do Executivo pelo Legislativo. “Esses remédios eram usados há 40 anos no Brasil, e a Anvisa tirou o poder de prescrição do médico. Esses medicamentos são vendidos em 80 países e não são para emagrecer, mas sim para dar equilíbrio metabólico ao paciente”, explicou.
O projeto de decreto legislativo não impede a Anvisa de editar nova resolução suspendendo novamente os medicamentos, mas um novo processo de audiência pública deve ser aberto.



 
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