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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Nutrição Infantil: Crianças consomem, ao longo do dia, mais calorias que gastam


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Especialistas, em Nutrição Infantil, alertam: “As crianças não gastam o que consomem”

A obesidade infantil tem um grande vilão: é o desequilíbrio entre a genética e os aspectos ambientais. De acordo com o Dr. Carlos Alberto Nogueira de Almeida, médico especializado em Nutrição Infantil da ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia), enquanto a genética humana se manteve “parada” nos últimos 100 anos, o desenvolvimento tecnológico, ao contrário, promoveu mudanças radicais no cotidiano das famílias brasileiras. “Antes as pessoas tinham um gasto de energia compatível com o que comiam, já hoje, isso não acontece mais”, afirma o médico.
Segundo o especialista, nós seres humanos temos uma tendência natural em ganhar peso, ou seja, em engordar – Esse fenômeno é o que garante a sobrevivência da nossa espécie em ambientes de privação alimentar / jejum prolongado, pelo simples fato, do organismo conseguir acumular gordura como reserva de energia.
Quando falamos em crianças, veja bem: “Atualmente, são poucas as oportunidades para a criança usar sua energia de forma espontânea. Por isso, os pais precisam proporcionar essas ocasiões, incluindo o exercício físico regular entre as atividades da rotina dos filhos”, reforça o Dr. Carlos Alberto. Caso contrário, as energias extras consumidas ao longo do dia não serão utilizadas pela criança, e sim, estocadas pelo organismo.
No caso da obesidade infantil, os pais são os principais responsáveis pela prevenção e, também, pelo tratamento do distúrbio alimentar. –”É preciso que eles deem o bom exemplo e participem diretamente da alimentação dos filhos. A família deve procurar um profissional especializado em Nutrição para orientá-la, de como se alimentar corretamente, de maneira balanceada e saudável, até mesmo para prevenir a obesidade, e essa educação nutricional passa pela decisão de impor limites aos filhos”, ressalta o diretor da ABRAN.
ATENÇÃO: “O importante é haver um equilíbrio entre o que se consome e o que se gasta. Apontar um vilão e excluí-lo da alimentação não resolve o problema.” alerta o médico, que ainda, reforça: “As pessoas devem ter uma alimentação equilibrada, mas deve sempre contemplar as quantidades de carboidratos, proteínas e gorduras, sendo estas, de acordo com as necessidades diárias e individuais”. Ele continua: “É um equívoco culpar, por exemplo, os carboidratos, pois eles deveriam ser fonte de 50% de nossas calorias”.
De maneira resumida, as crianças devem ter um consumo equilibrado entre a quantidade de calorias que consume com a que gasta, evitando que calorias extras sejam armazenadas, pois isso favorece a obesidade.
O especialista, Dr. Carlos Alberto, afirma que a restrição alimentar só é necessária em casos de doenças preexistentes, por exemplo, quem tem sensibilidade à lactose não deve consumir leite. No entanto, é importante considerar as ocasiões de consumo e não comer mais do que se pode gastar: “O excesso é o problema”, alerta.
“Atualmente, mais de 50% das crianças brasileiras estão obesas ou acima do peso saudável, isso significa que, em uma família de dois filhos, é bem provável que pelo menos um deles terá problemas por conta da alimentação, ou melhor, problema com o excesso de energia e a deficiência de gasto. É, de extrema importância, aprender a se alimentar para evitar a piora dessa realidade”, diz o especialista. Afinal, uma criança obesa, tem grandes chances de ser um adulto obeso!
Para o médico, uma alimentação saudável tem algumas regras: “A quantidade deve ser o suficiente para o seu gasto calórico e é preciso promover o que chamamos de balanço energético (como mostra a figura acima). A adequação ao perfil da pessoa também é importante, pois uma criança não pode comer igual a uma mulher grávida, nem um menino igual ao seu pai, são necessidades diferentes. E a qualidade do cardápio também é importante, uma vez que é necessário consumir alimentos de fontes variadas, incluindo fibras, vitaminas, minerais e nutrientes“, aconselha o diretor da ABRAN.
Infelizmente, muitas crianças já apresentam consequências graves da obesidade, como o colesterol alto,  diabetes mellitus do tipo 2 e  hipertensão arterial, e em menores índices, também já apresentam problemas ortopédicos, quadro antes conhecido apenas em adultos e idosos.
E ainda, “O mais desconfortável para uma criança obesa são as questões psicossociais. A autoestima e a convivência em sociedade são os que mais incomodam, pois ela é estigmatizada na escola e passa a apresentar distúrbios de comportamento“, analisa Dr. Calos Alberto Nogueira de Almeida.

22/02/2013 10h44 - Atualizado em 22/02/2013 15h47 Um brasileiro tem morte súbita a cada 2 minutos, dizem médicos Massagem cardíaca, com 100 compressões por minuto, ajuda a salvar vida. Falta de ar repentina, desmaio e 'batedeira' podem ser sinais de alerta.

Um brasileiro morre a cada dois minutos em decorrência de morte súbita, uma doença que paralisa o coração e depende da ajuda de outra pessoa para a vítima ser salva. Uma massagem cardíaca nessa hora, com 100 compressões no peito por minuto, pode ajudar a socorrer uma pessoa até o serviço de emergência chegar. Segundo os cardiologistas Roberto Kalil e Denise Hachul, falta de ar repentina, desmaio e "batedeira" cardíaca são sinais de alerta para problemas que podem levar à morte súbita.



Em 2004, o jogador Serginho, do time paulista São Caetano, morreu em campo após uma parada cardíaca. Depois desse episódio, foi aberta uma discussão sobre o uso de desfibriladores em locais de grandes eventos, e as regras mudaram.
Outros esportistas que já tinham problemas no coração também morreram durante a atividade física ou foram afastados após uma parada cardíaca.
Indivíduos com casos de morte súbita na família são os que mais correm risco, mas o problema também pode aparecer sem dar sinais e sem histórico. É importante que o médico avalie o coração do paciente com um estetoscópio, mesmo nas crianças. Um eletrocardiograma também é um exame de check-up importante.
De acordo com Kalil, morte súbita é diferente de infarto agudo do miocárdio. No primeiro caso, o coração  fica paralisado. Já no infarto, o coração funciona, mas o sangue não flui – apesar disso, o coração pode chegar a parar e a pessoa morrer repentinamente.
As arritmias cardíacas (alterações no ritmo dos batimentos) dos ventrículos (uma das câmaras do coração) são, segundo os médicos, a principal causa de morte súbita e muito comuns em pessoas que já sofreram um infarto. Remédios e um procedimento chamado ablação (um tipo de cauterização) são o principal tratamento para as arritmias. Marca-passos também podem ajudar muito.
Caso uma pessoa caia de repente perto de você, sem respirar, é importante chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, e iniciar a massagem cardíaca, que qualquer leigo pode aprender. Não é preciso fazer respiração boca a boca.
Nos sites das sociedades brasileiras deCardiologia e de Arritmias Cardíacas, é possível ver telefones de contato e informações sobre cursos de primeiros socorros.
O tempo ideal de chegada do Samu é de 7 minutos, e o ideal é que os veículos tenham um desfibrilador. Locais públicos também devem oferecer esse aparelho, que deve ser usado o mais rápido possível. Nesse caso, metade dos pacientes se salva.
A cardiologista Denise Hachul destacou ainda que bebês devem dormir de barriga para cima para evitar uma morte súbita. Além disso, manter uma boa alimentação e fazer atividade física regularmente são dicas que valem para todas as idades, a vida inteira.

domingo, 8 de setembro de 2013

Pessoas de peso normal com depósito de gordura na barriga têm maior risco de morte do que os considerados obesos pelo IMC, de acordo com estudo publicado pela Mayo Clinic



As pessoas que estão com peso normal, mas que têm gorduraconcentrada na barriga, apresentam maior risco de morte do que aquelas que são obesas, de acordo com uma pesquisa realizada pela Mayo Clinic e apresentada no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Munique. Esse estudo mostrou que quem tem um índice de massa corporal (IMC) normal, mas comobesidade central, ou seja, alta relação cintura-quadril, tem maior risco de morte cardiovascular e maior risco de morte por todas as outras causas.
“Já é sabido que a obesidade central é ruim, mas o que é novidade nesta pesquisa é que a distribuição da gordura é muito importante, mesmo em pessoas com peso normal”, diz o principal autor Francisco Lopez- Jimenez, cardiologista da Mayo Clinic, em Rochester. "Este grupo tem a maior taxa de morte, ainda maior do que aqueles que são considerados obesos com base no índice de massa corporal. A partir de uma perspectiva de saúde pública, este é um achado significativo."
O estudo incluiu 12.785 pessoas com 18 anos ou mais que participaram da Third National Health and Nutrition Examination Survey, uma amostra representativa da população dos EUA. A pesquisa registrou medidas do corpo, tais como altura, peso, circunferência da cintura e circunferência do quadril, bem como status socioeconômico, comorbidades e medidas fisiológicas e laboratoriais. Os dados de referência foram pareados com os do National Death Index para avaliar as mortes durante o acompanhamento.
Os participantes foram divididos pelo índice de massa corporal em três categorias (normal: 18,5-24,9 kg/m²,sobrepeso: 25,0-29,9 kg/m² e obeso > 30 kg/m²) e em duas categorias pela relação cintura-quadril (normal: < 0,85 em mulheres e < 0,90 em homens e alta: ≥ 0,85 em mulheres e ≥ 0,90 em homens). As análises foram ajustadas por idade, sexo, raça, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia e índice de massa corporal no início da pesquisa. Foram excluídas as pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica ecâncer.
A idade média foi de 44 anos, sendo que 47,4% eram homens. O período médio de acompanhamento foi de 14,3 anos. Houve 2.562 mortes, das quais 1.138 foram relacionadas a doenças cardiovasculares.
O risco de morte cardiovascular era 2,75 vezes maior e o risco de morte por todas as causas foi 2,08 vezes maior em pessoas de peso normal com obesidade central, em comparação com aquelas com um índice de massa corporal e relação cintura-quadril normais.
"O alto risco de morte pode estar relacionado a um maior acúmulo de gordura visceral nesse grupo, o que está associado com resistência à insulina e outros fatores de risco, com uma quantidade limitada de gorduralocalizada nos quadris e nas pernas, que é a gordura que presume-se ter efeitos protetores, e com uma quantidade relativamente limitada de massa muscular", diz Karine Sahakyan , pesquisadora cardiovascular naMayo Clinic.
Muitas pessoas conhecem o seu índice de massa corporal nos dias de hoje, mas também é importante para elas saberem que um IMC normal não significa que seu risco de doença cardíaca é baixo, acrescenta o Dr. Lopez-Jimenez. Os lugares em que a gordura é distribuída em seu corpo podem significar muito, e eles podem ser facilmente determinados obtendo-se uma medida da relação cintura-quadril, mesmo que seu peso esteja dentro dos limites normais, diz ele.
Fonte: Mayo Clinic

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Consulta pública sobre atribuições do farmacêutico na homeopatia




A proposta de resolução elaborada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) para definir as atribuições do farmacêutico no exercício da homeopatia está em consulta pública até o dia 26 de agosto.
O texto foi elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) sobre Práticas Integrativas e Complementares do CFF com o apoio da Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas (ABFH). Pela proposta, são atividades privativas do homeopata o assessoramento e responsabilidade técnica na indústria farmacêutica, nas farmácias comunitária e magistral e no serviço público e privado; a manipulação e a dispensação de medicamentos homeopáticos e a elaboração de laudos técnicos relacionados a estabelecimentos, serviços e produtos homeopáticos.
A norma também prevê como atribuição dos farmacêuticos homeopatas as atividades afins, ainda que não privativas ou exclusivas. Entre estas estão, por exemplo, a participação no desenvolvimento de sistemas de informação, farmacovigilância, estudos de utilização e elaboração de bancos de dados de medicamentos homeopáticos e a participação, em todos os níveis, do processo de organização e estruturação dos serviços de assistência farmacêutica, referentes à farmácia homeopática.
O texto discrimina ainda as atribuições por área de atuação: farmácia magistral, farmácia comunitária, indústria, educação e qualificação profissional e pesquisa e desenvolvimento. Para o presidente do CFF, Walter Jorge João, embora a homeopatia seja uma ciência milenar, a proposta de resolução está afinada com as práticas mais modernas de saúde. “Desde 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem estimulando o uso da Medicina tradicional nos sistemas de saúde, de forma integrada às técnicas da medicina ocidental. O farmacêutico tem de estar antenado com estas práticas.”
A coordenadora do GT sobre Práticas Integrativas e Complementares, Margarete Akemi Kishi, acredita que a iniciativa tende a fortalecer o segmento. “É importante que os farmacêuticos homeopatas e as entidades se manifestem neste momento para contribuir na elaboração da norma”.
Para apresentar sua contribuição, o interessado deve ler o texto da proposta de resolução, acessar o formulário disponibilizado pelo CFF, preenchê-lo e encaminhá-lo à Assessoria Técnica do CFF, para o e-mail jarbas@cff.org.br ou daniel@cff.org.br.

Fonte: Comunicação CFF


Leia mais: Consulta pública sobre atribuições do farmacêutico na homeopatia - PFARMA http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/legislacao-farmaceutica/1452-consulta-publica-sobre-atribuicoes-do-farmaceutico-na-homeopatia.html#ixzz2bWPgUmRc

sábado, 20 de julho de 2013

Tratamento de anemia por deficiência de ferro pode variar até 1329%



O custo do tratamento da anemia por meio da reposição de ferro pode variar em até 1329%. É o que demonstra a nova edição do Boletim Saúde & Economia, elaborado pela Anvisa. O dado chama a atenção, já que de acordo com a literatura científica não há superioridade em termos de eficácia e segurança entre os diferentes compostos de ferro utilizados no tratamento desse tipo de anemia.

O trabalho analisou 26 medicamentos disponíveis no mercado com três diferentes princípios ativos: Sulfato Ferroso, Ferripolimaltose e Ferro Aminoácido Quelato.  Entre os produtos que utilizam o Sulfato Ferroso, a diferença de preços chegou a 313%. A maior diferença (1329%) foi na comparação entre um produto que utiliza o Sulfato Ferroso e outro que utiliza o Ferro Aminoácido Quelato. Enquanto o tratamento com o primeiro custa R$ 5,65, o segundo sai por R$ 80,76 na forma de comprimido e R$ 88,49 na forma líquida.

Para a realização dos cálculos do custo de tratamento, foi considerado o custo de uma dose de 120 mg/dia de ferro elementar, durante três meses de tratamento, conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde. O Boletim também se baseou nos Preços Máximos de Venda ao Consumidor determinados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

O Boletim Saúde & Economia procura trazer uma avalição de terapias disponíveis para a população a partir de um olhar econômico para tratamentos que possuem eficácia e segurança semelhantes, porém com diferentes valores para custo de tratamento.

O tratamento da anemia deve ser sempre orientado e acompanhado por um médico, que deve discutir com o paciente as alternativas de medicamentos disponíveis para suprir a carência de ferro.

Anemia por deficiência de ferro

A anemia por deficiência de ferro pode ser provocada por fatores fisiológicos, nutricionais ou patológicos, como a doença inflamatória do intestino. No quesito absorção do ferro, os alimentos de origem animal são melhor aproveitados pelo organismo, sendo as carnes vermelhas as melhores fontes de ferro, especialmente o fígado, coração e rins. Já entre os alimentos de origem vegetal, as principais fontes de ferro são as folhas verde-escuras, leguminosas, grãos integrais, castanhas e açúcar mascavo. A vitamina C, presente em alimentos cítricos, também auxilia a absorção de ferro pelo organismo.
Confira o 9º Boletim Saúde & Economia. 
Fonte: Imprensa/Anvisa


Leia mais: Tratamento de anemia por deficiência de ferro pode variar até 1329% - PFARMA http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/saude/1441-tratamento-de-anemia-por-deficiencia-de-ferro-pode-variar-ate-1329.html#ixzz2ZcxJEAmm

 
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