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domingo, 8 de setembro de 2013

Pessoas de peso normal com depósito de gordura na barriga têm maior risco de morte do que os considerados obesos pelo IMC, de acordo com estudo publicado pela Mayo Clinic



As pessoas que estão com peso normal, mas que têm gorduraconcentrada na barriga, apresentam maior risco de morte do que aquelas que são obesas, de acordo com uma pesquisa realizada pela Mayo Clinic e apresentada no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, em Munique. Esse estudo mostrou que quem tem um índice de massa corporal (IMC) normal, mas comobesidade central, ou seja, alta relação cintura-quadril, tem maior risco de morte cardiovascular e maior risco de morte por todas as outras causas.
“Já é sabido que a obesidade central é ruim, mas o que é novidade nesta pesquisa é que a distribuição da gordura é muito importante, mesmo em pessoas com peso normal”, diz o principal autor Francisco Lopez- Jimenez, cardiologista da Mayo Clinic, em Rochester. "Este grupo tem a maior taxa de morte, ainda maior do que aqueles que são considerados obesos com base no índice de massa corporal. A partir de uma perspectiva de saúde pública, este é um achado significativo."
O estudo incluiu 12.785 pessoas com 18 anos ou mais que participaram da Third National Health and Nutrition Examination Survey, uma amostra representativa da população dos EUA. A pesquisa registrou medidas do corpo, tais como altura, peso, circunferência da cintura e circunferência do quadril, bem como status socioeconômico, comorbidades e medidas fisiológicas e laboratoriais. Os dados de referência foram pareados com os do National Death Index para avaliar as mortes durante o acompanhamento.
Os participantes foram divididos pelo índice de massa corporal em três categorias (normal: 18,5-24,9 kg/m²,sobrepeso: 25,0-29,9 kg/m² e obeso > 30 kg/m²) e em duas categorias pela relação cintura-quadril (normal: < 0,85 em mulheres e < 0,90 em homens e alta: ≥ 0,85 em mulheres e ≥ 0,90 em homens). As análises foram ajustadas por idade, sexo, raça, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia e índice de massa corporal no início da pesquisa. Foram excluídas as pessoas com doença pulmonar obstrutiva crônica ecâncer.
A idade média foi de 44 anos, sendo que 47,4% eram homens. O período médio de acompanhamento foi de 14,3 anos. Houve 2.562 mortes, das quais 1.138 foram relacionadas a doenças cardiovasculares.
O risco de morte cardiovascular era 2,75 vezes maior e o risco de morte por todas as causas foi 2,08 vezes maior em pessoas de peso normal com obesidade central, em comparação com aquelas com um índice de massa corporal e relação cintura-quadril normais.
"O alto risco de morte pode estar relacionado a um maior acúmulo de gordura visceral nesse grupo, o que está associado com resistência à insulina e outros fatores de risco, com uma quantidade limitada de gorduralocalizada nos quadris e nas pernas, que é a gordura que presume-se ter efeitos protetores, e com uma quantidade relativamente limitada de massa muscular", diz Karine Sahakyan , pesquisadora cardiovascular naMayo Clinic.
Muitas pessoas conhecem o seu índice de massa corporal nos dias de hoje, mas também é importante para elas saberem que um IMC normal não significa que seu risco de doença cardíaca é baixo, acrescenta o Dr. Lopez-Jimenez. Os lugares em que a gordura é distribuída em seu corpo podem significar muito, e eles podem ser facilmente determinados obtendo-se uma medida da relação cintura-quadril, mesmo que seu peso esteja dentro dos limites normais, diz ele.
Fonte: Mayo Clinic

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Consulta pública sobre atribuições do farmacêutico na homeopatia




A proposta de resolução elaborada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) para definir as atribuições do farmacêutico no exercício da homeopatia está em consulta pública até o dia 26 de agosto.
O texto foi elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) sobre Práticas Integrativas e Complementares do CFF com o apoio da Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas (ABFH). Pela proposta, são atividades privativas do homeopata o assessoramento e responsabilidade técnica na indústria farmacêutica, nas farmácias comunitária e magistral e no serviço público e privado; a manipulação e a dispensação de medicamentos homeopáticos e a elaboração de laudos técnicos relacionados a estabelecimentos, serviços e produtos homeopáticos.
A norma também prevê como atribuição dos farmacêuticos homeopatas as atividades afins, ainda que não privativas ou exclusivas. Entre estas estão, por exemplo, a participação no desenvolvimento de sistemas de informação, farmacovigilância, estudos de utilização e elaboração de bancos de dados de medicamentos homeopáticos e a participação, em todos os níveis, do processo de organização e estruturação dos serviços de assistência farmacêutica, referentes à farmácia homeopática.
O texto discrimina ainda as atribuições por área de atuação: farmácia magistral, farmácia comunitária, indústria, educação e qualificação profissional e pesquisa e desenvolvimento. Para o presidente do CFF, Walter Jorge João, embora a homeopatia seja uma ciência milenar, a proposta de resolução está afinada com as práticas mais modernas de saúde. “Desde 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem estimulando o uso da Medicina tradicional nos sistemas de saúde, de forma integrada às técnicas da medicina ocidental. O farmacêutico tem de estar antenado com estas práticas.”
A coordenadora do GT sobre Práticas Integrativas e Complementares, Margarete Akemi Kishi, acredita que a iniciativa tende a fortalecer o segmento. “É importante que os farmacêuticos homeopatas e as entidades se manifestem neste momento para contribuir na elaboração da norma”.
Para apresentar sua contribuição, o interessado deve ler o texto da proposta de resolução, acessar o formulário disponibilizado pelo CFF, preenchê-lo e encaminhá-lo à Assessoria Técnica do CFF, para o e-mail jarbas@cff.org.br ou daniel@cff.org.br.

Fonte: Comunicação CFF


Leia mais: Consulta pública sobre atribuições do farmacêutico na homeopatia - PFARMA http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/legislacao-farmaceutica/1452-consulta-publica-sobre-atribuicoes-do-farmaceutico-na-homeopatia.html#ixzz2bWPgUmRc

sábado, 20 de julho de 2013

Tratamento de anemia por deficiência de ferro pode variar até 1329%



O custo do tratamento da anemia por meio da reposição de ferro pode variar em até 1329%. É o que demonstra a nova edição do Boletim Saúde & Economia, elaborado pela Anvisa. O dado chama a atenção, já que de acordo com a literatura científica não há superioridade em termos de eficácia e segurança entre os diferentes compostos de ferro utilizados no tratamento desse tipo de anemia.

O trabalho analisou 26 medicamentos disponíveis no mercado com três diferentes princípios ativos: Sulfato Ferroso, Ferripolimaltose e Ferro Aminoácido Quelato.  Entre os produtos que utilizam o Sulfato Ferroso, a diferença de preços chegou a 313%. A maior diferença (1329%) foi na comparação entre um produto que utiliza o Sulfato Ferroso e outro que utiliza o Ferro Aminoácido Quelato. Enquanto o tratamento com o primeiro custa R$ 5,65, o segundo sai por R$ 80,76 na forma de comprimido e R$ 88,49 na forma líquida.

Para a realização dos cálculos do custo de tratamento, foi considerado o custo de uma dose de 120 mg/dia de ferro elementar, durante três meses de tratamento, conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde. O Boletim também se baseou nos Preços Máximos de Venda ao Consumidor determinados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

O Boletim Saúde & Economia procura trazer uma avalição de terapias disponíveis para a população a partir de um olhar econômico para tratamentos que possuem eficácia e segurança semelhantes, porém com diferentes valores para custo de tratamento.

O tratamento da anemia deve ser sempre orientado e acompanhado por um médico, que deve discutir com o paciente as alternativas de medicamentos disponíveis para suprir a carência de ferro.

Anemia por deficiência de ferro

A anemia por deficiência de ferro pode ser provocada por fatores fisiológicos, nutricionais ou patológicos, como a doença inflamatória do intestino. No quesito absorção do ferro, os alimentos de origem animal são melhor aproveitados pelo organismo, sendo as carnes vermelhas as melhores fontes de ferro, especialmente o fígado, coração e rins. Já entre os alimentos de origem vegetal, as principais fontes de ferro são as folhas verde-escuras, leguminosas, grãos integrais, castanhas e açúcar mascavo. A vitamina C, presente em alimentos cítricos, também auxilia a absorção de ferro pelo organismo.
Confira o 9º Boletim Saúde & Economia. 
Fonte: Imprensa/Anvisa


Leia mais: Tratamento de anemia por deficiência de ferro pode variar até 1329% - PFARMA http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/saude/1441-tratamento-de-anemia-por-deficiencia-de-ferro-pode-variar-ate-1329.html#ixzz2ZcxJEAmm

sábado, 6 de julho de 2013

Certificação obrigatória para agulhas e seringas entra em vigor

Já está em vigor a exigência de certificação do Inmetro para as agulhas e seringas comercializadas no país. O prazo para a adequação destes materiais terminou na última segunda-feira (1º/7). Os requisitos mínimos de identidade e qualidade destes produtos foram determinados pela Anvisa em 2011 com o objetivo de garantir padrões mínimos para produtos largamente utilizados na assistência à saúde em todo o país.

Apenas os produtos comercializados antes da data de vigência das normas podem ser comercializados e utilizados, respeitando as datas de validade de cada unidade. As normas que tratam da certificação de seringas e agulhas são as resoluções RDC nº 3 e nº 5, ambas de 2011. O prazo de vigência das duas resoluções havia sido prorrogado até o dia 30 de junho deste ano para garantir que não houvesse descontinuidade no fornecimento dos produtos.

De acordo com levantamento da Anvisa, já existem 18 fornecedores de agulhas  e seringas certificados no Brasil, o que garante o abastecimento do mercado nacional dentro das novas regras. A certificação é feita em instituições participantes do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade, coordenado pelo Inmetro.
Equipos
Os equipos de uso único de transfusão, de infusão gravitacional e de infusão para uso com bomba de infusão também terão certificação obrigatória. Nestes casos, o prazo foi prorrogado por mais 180 dias, até 30 de dezembro de 2013. Isso porque o processo de avaliação laboratorial dos produtos é mais complexo e exige mais tempo das empresas produtoras. A área técnica da Anvisa está programando reuniões com as empresas do setor e com o próprio Inmetro para garantir que até o fim do ano os produtos do setor estejam certificados.
Imprensa/Anvisa

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Diabetes mata uma pessoa por hora em SP




A cada hora uma pessoa morre vítima de complicações da diabetes no Estado de São Paulo, é o que revela um levantamento da Secretaria Estadual da Saúde, divulgado nesta quinta-feira, 27. Segundo o balaço, 9.562 pessoas morreram em decorrência da doença em 2012. A diabetes também foi responsável por mais de 21 mil internações no Estado no ano passado. Esses números podem ser ainda maiores, já que os dados consideram apenas o Sistema Único de Saúde (SUS).
No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, no período de 2000 a 2010, a doença matou mais de 470 mil pessoas em todo o País. Ainda segundo a pasta, a taxa de mortalidade da diabetes é de aproximadamente 28 para cada 100 mil habitantes.
A diabetes é causada pela falta ou falha na produção de insulina pelo pâncreas, o que provoca aumento dos níveis de açúcar e glicose no sangue (hiperglicemia). O levantamento da Secretaria alerta para o fato de que muitas pessoas levam quase cinco anos para descobrir que possuem a doença. Entre os principais sintomas estão o cansaço, a perda de líquido, a má circulação sanguínea e o aumento de fome e sede. Idade, histórico familiar, estresse e sedentarismos são fatores de risco para o desenvolvimento da doença.
Se não controlada, a diabetes pode causar, entre outras complicações, perda de visão e alterações vasculares que podem levar à amputação de membros. Quem tem a doença, também tem maior risco de sofrer ataque cardíacos e derrames.
Além do uso de medicamentos, o controle da diabetes está diretamente relacionado à prática de atividade física e alimentação balanceada.

 
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