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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Consulta pública sobre atribuições do farmacêutico na homeopatia




A proposta de resolução elaborada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) para definir as atribuições do farmacêutico no exercício da homeopatia está em consulta pública até o dia 26 de agosto.
O texto foi elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) sobre Práticas Integrativas e Complementares do CFF com o apoio da Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas (ABFH). Pela proposta, são atividades privativas do homeopata o assessoramento e responsabilidade técnica na indústria farmacêutica, nas farmácias comunitária e magistral e no serviço público e privado; a manipulação e a dispensação de medicamentos homeopáticos e a elaboração de laudos técnicos relacionados a estabelecimentos, serviços e produtos homeopáticos.
A norma também prevê como atribuição dos farmacêuticos homeopatas as atividades afins, ainda que não privativas ou exclusivas. Entre estas estão, por exemplo, a participação no desenvolvimento de sistemas de informação, farmacovigilância, estudos de utilização e elaboração de bancos de dados de medicamentos homeopáticos e a participação, em todos os níveis, do processo de organização e estruturação dos serviços de assistência farmacêutica, referentes à farmácia homeopática.
O texto discrimina ainda as atribuições por área de atuação: farmácia magistral, farmácia comunitária, indústria, educação e qualificação profissional e pesquisa e desenvolvimento. Para o presidente do CFF, Walter Jorge João, embora a homeopatia seja uma ciência milenar, a proposta de resolução está afinada com as práticas mais modernas de saúde. “Desde 2005, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem estimulando o uso da Medicina tradicional nos sistemas de saúde, de forma integrada às técnicas da medicina ocidental. O farmacêutico tem de estar antenado com estas práticas.”
A coordenadora do GT sobre Práticas Integrativas e Complementares, Margarete Akemi Kishi, acredita que a iniciativa tende a fortalecer o segmento. “É importante que os farmacêuticos homeopatas e as entidades se manifestem neste momento para contribuir na elaboração da norma”.
Para apresentar sua contribuição, o interessado deve ler o texto da proposta de resolução, acessar o formulário disponibilizado pelo CFF, preenchê-lo e encaminhá-lo à Assessoria Técnica do CFF, para o e-mail jarbas@cff.org.br ou daniel@cff.org.br.

Fonte: Comunicação CFF


Leia mais: Consulta pública sobre atribuições do farmacêutico na homeopatia - PFARMA http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/legislacao-farmaceutica/1452-consulta-publica-sobre-atribuicoes-do-farmaceutico-na-homeopatia.html#ixzz2bWPgUmRc

sábado, 20 de julho de 2013

Tratamento de anemia por deficiência de ferro pode variar até 1329%



O custo do tratamento da anemia por meio da reposição de ferro pode variar em até 1329%. É o que demonstra a nova edição do Boletim Saúde & Economia, elaborado pela Anvisa. O dado chama a atenção, já que de acordo com a literatura científica não há superioridade em termos de eficácia e segurança entre os diferentes compostos de ferro utilizados no tratamento desse tipo de anemia.

O trabalho analisou 26 medicamentos disponíveis no mercado com três diferentes princípios ativos: Sulfato Ferroso, Ferripolimaltose e Ferro Aminoácido Quelato.  Entre os produtos que utilizam o Sulfato Ferroso, a diferença de preços chegou a 313%. A maior diferença (1329%) foi na comparação entre um produto que utiliza o Sulfato Ferroso e outro que utiliza o Ferro Aminoácido Quelato. Enquanto o tratamento com o primeiro custa R$ 5,65, o segundo sai por R$ 80,76 na forma de comprimido e R$ 88,49 na forma líquida.

Para a realização dos cálculos do custo de tratamento, foi considerado o custo de uma dose de 120 mg/dia de ferro elementar, durante três meses de tratamento, conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde. O Boletim também se baseou nos Preços Máximos de Venda ao Consumidor determinados pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed).

O Boletim Saúde & Economia procura trazer uma avalição de terapias disponíveis para a população a partir de um olhar econômico para tratamentos que possuem eficácia e segurança semelhantes, porém com diferentes valores para custo de tratamento.

O tratamento da anemia deve ser sempre orientado e acompanhado por um médico, que deve discutir com o paciente as alternativas de medicamentos disponíveis para suprir a carência de ferro.

Anemia por deficiência de ferro

A anemia por deficiência de ferro pode ser provocada por fatores fisiológicos, nutricionais ou patológicos, como a doença inflamatória do intestino. No quesito absorção do ferro, os alimentos de origem animal são melhor aproveitados pelo organismo, sendo as carnes vermelhas as melhores fontes de ferro, especialmente o fígado, coração e rins. Já entre os alimentos de origem vegetal, as principais fontes de ferro são as folhas verde-escuras, leguminosas, grãos integrais, castanhas e açúcar mascavo. A vitamina C, presente em alimentos cítricos, também auxilia a absorção de ferro pelo organismo.
Confira o 9º Boletim Saúde & Economia. 
Fonte: Imprensa/Anvisa


Leia mais: Tratamento de anemia por deficiência de ferro pode variar até 1329% - PFARMA http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/saude/1441-tratamento-de-anemia-por-deficiencia-de-ferro-pode-variar-ate-1329.html#ixzz2ZcxJEAmm

sábado, 6 de julho de 2013

Certificação obrigatória para agulhas e seringas entra em vigor

Já está em vigor a exigência de certificação do Inmetro para as agulhas e seringas comercializadas no país. O prazo para a adequação destes materiais terminou na última segunda-feira (1º/7). Os requisitos mínimos de identidade e qualidade destes produtos foram determinados pela Anvisa em 2011 com o objetivo de garantir padrões mínimos para produtos largamente utilizados na assistência à saúde em todo o país.

Apenas os produtos comercializados antes da data de vigência das normas podem ser comercializados e utilizados, respeitando as datas de validade de cada unidade. As normas que tratam da certificação de seringas e agulhas são as resoluções RDC nº 3 e nº 5, ambas de 2011. O prazo de vigência das duas resoluções havia sido prorrogado até o dia 30 de junho deste ano para garantir que não houvesse descontinuidade no fornecimento dos produtos.

De acordo com levantamento da Anvisa, já existem 18 fornecedores de agulhas  e seringas certificados no Brasil, o que garante o abastecimento do mercado nacional dentro das novas regras. A certificação é feita em instituições participantes do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade, coordenado pelo Inmetro.
Equipos
Os equipos de uso único de transfusão, de infusão gravitacional e de infusão para uso com bomba de infusão também terão certificação obrigatória. Nestes casos, o prazo foi prorrogado por mais 180 dias, até 30 de dezembro de 2013. Isso porque o processo de avaliação laboratorial dos produtos é mais complexo e exige mais tempo das empresas produtoras. A área técnica da Anvisa está programando reuniões com as empresas do setor e com o próprio Inmetro para garantir que até o fim do ano os produtos do setor estejam certificados.
Imprensa/Anvisa

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Diabetes mata uma pessoa por hora em SP




A cada hora uma pessoa morre vítima de complicações da diabetes no Estado de São Paulo, é o que revela um levantamento da Secretaria Estadual da Saúde, divulgado nesta quinta-feira, 27. Segundo o balaço, 9.562 pessoas morreram em decorrência da doença em 2012. A diabetes também foi responsável por mais de 21 mil internações no Estado no ano passado. Esses números podem ser ainda maiores, já que os dados consideram apenas o Sistema Único de Saúde (SUS).
No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde, no período de 2000 a 2010, a doença matou mais de 470 mil pessoas em todo o País. Ainda segundo a pasta, a taxa de mortalidade da diabetes é de aproximadamente 28 para cada 100 mil habitantes.
A diabetes é causada pela falta ou falha na produção de insulina pelo pâncreas, o que provoca aumento dos níveis de açúcar e glicose no sangue (hiperglicemia). O levantamento da Secretaria alerta para o fato de que muitas pessoas levam quase cinco anos para descobrir que possuem a doença. Entre os principais sintomas estão o cansaço, a perda de líquido, a má circulação sanguínea e o aumento de fome e sede. Idade, histórico familiar, estresse e sedentarismos são fatores de risco para o desenvolvimento da doença.
Se não controlada, a diabetes pode causar, entre outras complicações, perda de visão e alterações vasculares que podem levar à amputação de membros. Quem tem a doença, também tem maior risco de sofrer ataque cardíacos e derrames.
Além do uso de medicamentos, o controle da diabetes está diretamente relacionado à prática de atividade física e alimentação balanceada.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Câncer do colo do útero. Saiba como ele é e como se prevenir.




O que é o câncer do colo do útero?
O câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama. É uma doença silenciosa, que normalmente demora alguns anos para se desenvolver desde umapatologia pré-maligna até outra nitidamente maligna. Daí a importância de se fazer exames preventivos regulares. As células que podem vir a desencadear o câncer podem ser facilmente descobertas no exame preventivoconhecido como Papanicolau.
Quais são as causas do câncer do colo do útero?
A causa principal do câncer do colo do útero é a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), que pode ser transmitido por relação sexual. Tanto os carcinomas epidermoides (85% dos casos) como os adenocarcinomas (15% dos casos) do colo do útero estão associados à infecção pelo HPV, a qual parece facilitada pelo início precoce da atividade sexual; por múltiplos parceiros sexuais; por sexo promíscuo; por baixa da imunidade e por más condições de higiene. Também o fumo deve ser incluído entre os fatores de risco.
Quais são os principais sinais e sintomas do câncer do colo do útero?
De início, o câncer de colo de útero permanece assintomático. Quando os sintomas aparecem, os mais importantes são:
  • Sangramento vaginal.
  • Corrimento vaginal de cor escura e com mau cheiro.
  • Mais tarde, com a doença já avançada, pode-se notar: massa palpável no colo de útero, hemorragias, obstrução das vias urinárias ou intestinos, dores lombares e abdominais, perda de apetite e de peso.
Como o médico diagnostica o câncer do colo do útero?
As medidas clínicas de avaliação ginecológica, a colposcopia e o exame de Papanicolau fornecem os primeiros indícios do câncer de colo de útero e detectam a existência de lesões pré-malignas. O diagnóstico definitivo, porém, depende de uma biópsia. A tomografia computadorizada, a ressonância magnética e as radiografiasajudam a identificar o tamanho do tumor e se ele já invadiu outros órgãos e tecidos. Felizmente, cerca de 44% dos casos de câncer do colo do útero são diagnosticados ainda in situ, o que ajuda em muito o tratamento.
Como o médico trata o câncer do colo do útero?
O tratamento precoce visa extirpar as lesões precursoras pré-malignas. Se, no entanto, já existe a presença de tumores malignos, a cirurgia se impõe. Ela é indicada quando o câncer está confinado ao colo de útero. De acordo com suas características clínicas e anatomopatológicas a cirurgia pode ser mais conservadora, atingindo apenas o colo do útero, ou radical, implicando a retirada total do útero (histerectomia). Além disso, o médico deve também levar em conta as condições físicas da paciente, sua idade e o desejo dela de ter, ou não, filhos no futuro. Conforme o julgamento médico diante de cada situação concreta, a radioterapia externa ou interna ou a quimioterapia podem ser indicadas, em associação com a cirurgia.
Como prevenir o câncer do colo do útero?
  • A vacinação contra o HPV pode ser dada a meninas e meninos a partir dos nove anos de idade. O ideal é que seja feita antes do início da vida sexual. A vacina contra o HPV é a medida preventiva mais eficaz, apesar de não proteger contra todos os subtipos do vírus.
  • Os exames preventivos regulares são outro recurso preventivo essencial.
  • O uso de camisinha em todas as relações sexuais pode evitar a contaminação pelo HPV.
Como evolui o câncer do colo do útero?
Se diagnosticado precocemente e se tratado adequadamente, o câncer do colo do útero apresenta praticamente 100% de chance de cura.
ABC.MED.BR, 2013. Câncer do colo do útero. Saiba como ele é e como se prevenir.. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/saude-da-mulher/356474/cancer-do-colo-do-utero-saiba-como-ele-e-e-como-se-prevenir.htm>. Acesso em: 31 mai. 2013.

 
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