Páginas

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Câncer do colo do útero. Saiba como ele é e como se prevenir.




O que é o câncer do colo do útero?
O câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, é o segundo tumor mais frequente na população feminina, atrás apenas do câncer de mama. É uma doença silenciosa, que normalmente demora alguns anos para se desenvolver desde umapatologia pré-maligna até outra nitidamente maligna. Daí a importância de se fazer exames preventivos regulares. As células que podem vir a desencadear o câncer podem ser facilmente descobertas no exame preventivoconhecido como Papanicolau.
Quais são as causas do câncer do colo do útero?
A causa principal do câncer do colo do útero é a infecção pelo papilomavírus humano (HPV), que pode ser transmitido por relação sexual. Tanto os carcinomas epidermoides (85% dos casos) como os adenocarcinomas (15% dos casos) do colo do útero estão associados à infecção pelo HPV, a qual parece facilitada pelo início precoce da atividade sexual; por múltiplos parceiros sexuais; por sexo promíscuo; por baixa da imunidade e por más condições de higiene. Também o fumo deve ser incluído entre os fatores de risco.
Quais são os principais sinais e sintomas do câncer do colo do útero?
De início, o câncer de colo de útero permanece assintomático. Quando os sintomas aparecem, os mais importantes são:
  • Sangramento vaginal.
  • Corrimento vaginal de cor escura e com mau cheiro.
  • Mais tarde, com a doença já avançada, pode-se notar: massa palpável no colo de útero, hemorragias, obstrução das vias urinárias ou intestinos, dores lombares e abdominais, perda de apetite e de peso.
Como o médico diagnostica o câncer do colo do útero?
As medidas clínicas de avaliação ginecológica, a colposcopia e o exame de Papanicolau fornecem os primeiros indícios do câncer de colo de útero e detectam a existência de lesões pré-malignas. O diagnóstico definitivo, porém, depende de uma biópsia. A tomografia computadorizada, a ressonância magnética e as radiografiasajudam a identificar o tamanho do tumor e se ele já invadiu outros órgãos e tecidos. Felizmente, cerca de 44% dos casos de câncer do colo do útero são diagnosticados ainda in situ, o que ajuda em muito o tratamento.
Como o médico trata o câncer do colo do útero?
O tratamento precoce visa extirpar as lesões precursoras pré-malignas. Se, no entanto, já existe a presença de tumores malignos, a cirurgia se impõe. Ela é indicada quando o câncer está confinado ao colo de útero. De acordo com suas características clínicas e anatomopatológicas a cirurgia pode ser mais conservadora, atingindo apenas o colo do útero, ou radical, implicando a retirada total do útero (histerectomia). Além disso, o médico deve também levar em conta as condições físicas da paciente, sua idade e o desejo dela de ter, ou não, filhos no futuro. Conforme o julgamento médico diante de cada situação concreta, a radioterapia externa ou interna ou a quimioterapia podem ser indicadas, em associação com a cirurgia.
Como prevenir o câncer do colo do útero?
  • A vacinação contra o HPV pode ser dada a meninas e meninos a partir dos nove anos de idade. O ideal é que seja feita antes do início da vida sexual. A vacina contra o HPV é a medida preventiva mais eficaz, apesar de não proteger contra todos os subtipos do vírus.
  • Os exames preventivos regulares são outro recurso preventivo essencial.
  • O uso de camisinha em todas as relações sexuais pode evitar a contaminação pelo HPV.
Como evolui o câncer do colo do útero?
Se diagnosticado precocemente e se tratado adequadamente, o câncer do colo do útero apresenta praticamente 100% de chance de cura.
ABC.MED.BR, 2013. Câncer do colo do útero. Saiba como ele é e como se prevenir.. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/saude-da-mulher/356474/cancer-do-colo-do-utero-saiba-como-ele-e-e-como-se-prevenir.htm>. Acesso em: 31 mai. 2013.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Anvisa decide manter venda de emagrecedor a base de sibutramina




A diretoria colegiada da Agência Nacional e Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta segunda-feira (27), por dois votos a um, manter o comércio de medicamento emagrecedor a base de sibutramina no Brasil.
A decisão ocorre depois de a área técnica da agência realizar ao longo de um ano estudos sobre os riscos do medicamento para a saúde humana.
Desenvolvida como antidepressivo, a sibutramina é uma substância usada no tratamento de obesidade, vendida mediante prescrição médica. Em 2011, a agência impôs regras mais rigorosas para o comércio.
A validade da receita médica, por exemplo, foi reduzida de 60 dias para 30 dias. A medida foi tomada em virtude de um dos principais estudos científicos já feitos sobre a sibutramina, chamado de Scout, que apontou que o medicamento aumentaria em 16% o risco de doenças cardiovasculares em pacientes com histórico prévio.
A pesquisa Scout (Sibutramine Cardiovascular Outcome Trial) fez a agência reguladora europeia banir a sibutramina. O estudo contou com 9 mil pacientes obesos, monitorados durante cinco anos. Parte deles recebeu sibutramina e outra parte tomou uma medicação sem efeito (placebo). Estados Unidos, Canadá e Austrália também baniram o produto.
Debate
Nesta segunda, a reunião do colegiado da Anvisa discutiu a implementação das normas de 2011 que restringem a venda de sibutramina. O membro do colegiado, José Agenor Silva, que havia pedido mais tempo para analisar o processo, foi o único dos atuais três integrantes da diretoria a pedir a suspensão imediata da venda do produto no país -- o colegiado é formado por cinco membros, mas, atualmente, duas cadeiras que compõem a diretoria estão desocupadas.
Segundo Silva, que é diretor de controle e monitoramento sanitário da Anvisa, os estudos já realizados sobre a sibutramina ainda não permitem especificar todas as reações adversas que o produto pode causar. “Não sendo possível especificar quais são as principais reações observadas, não é possível avaliar a correspondência entre a gravidade dessas reações e as medidas que foram adotadas pelas empresas”, disse o diretor.
De acordo com Silva, outros países que se basearam no mesmo estudo internacional que a Anvisa sobre a sibutramina acabaram banindo a venda do produto.

“Na literatura internacional sobre o tema e em eventuais manifestações das agências reguladoras internacionais não foram identificadas nenhuma mudança no perfil de eficácia e segurança do medicamento em relação ao que foi considerado à época da proibição de uso dos países regulados. Por esse motivo, o medicamento segue proscrito (proibido) para sua utilidade em todos aqueles países e na União Europeia”, afirmou.
O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, defendeu a manutenção da venda do produto considerando o relatório que a Anvisa apresentou em 2011 que, segundo ele, tem conclusão diferente da apresentada no estudo internacional.
“Esse texto [que estava sendo discutido] não se refere ao estudo Scout, se refere às conclusões que nós chegamos quando nós decidimos pela manutenção do produto no mercado. E nós decidimos manter a venda com restrições”, afirmou Barbano.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Após mortes em São Paulo, governo reforça combate ao H1N1; entenda





Campanha de vacina contra a gripe também imunizou contra o H1N1 (Foto: Reuters/via BBC)Campanha de vacina contra a gripe também
imunizou contra o H1N1 (Foto: Reuters/via BBC)
Dados divulgados nesta terça-feira (22) sobre o avanço do H1N1, conhecido como gripe suína, em São Paulo fizeram o Ministério da Saúde adotar novas medidas para reforçar a estratégia de combate à doença.
Entre as informações, a mais alarmante é a de que o estado de São Paulo concentrou – até a semana passada – 90% das mortes por esse tipo de gripe. No total, dos 61 óbitos, 55 ocorreram em São Paulo.
Apesar de não usarem o termo surto, tanto o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como o o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis, Claudio Maierovitch, expressaram preocupação e anunciaram novas ações para lidar com a situação. "Estamos muito preocupados", disse Maierovitch. "Enviamos para o estado de São Paulo uma equipe para investigação detalhada dos óbitos."
Mas quais os motivos por trás do aumento no número de vítimas da gripe H1N1? Como o governo vai lidar com isso? Qual o tratamento mais apropriado? Veja abaixo uma série de perguntas e respostas que a BBC Brasil preparou para destrinchar o tema:
Por que São Paulo foi o Estado mais atingido?
A maior suspeita do Ministério da Saúde é a de que haja lentidão por parte dos profissionais de saúde em receitar o uso do medicamento antiviral Tamiflu (oseltamivir).
Pela estratégia do governo, o remédio deve ser aplicado nas primeiras 48 horas após a suspeita da doença, sem que haja necessidade de se confirmar o diagnóstico por exame laboratorial.
Durante coletiva em Brasília, o ministro Alexandre Padilha citou um estudo sobre mortes causadas pelo vírus H1N1 no ano passado no Rio Grande do Sul e observou que apenas 5% dos pacientes receberam Tamiflu nas primeiras 24 horas.
"O tratamento deve ser iniciado de imediato, sobretudo para pessoas que estão no grupo de risco", afirmou Padilha. "Não se deve esperar a confirmação laboratorial ou o agravamento do caso."
As declarações chegaram a ser interpretadas como uma mudança na recomendação sobre o uso do antiviral, com o prazo sendo reduzido de 48 para 24 horas. O Ministério da Saúde afirmou, no entanto, que o protocolo de ação contra o H1N1 permanece o mesmo.
Que medidas o governo decidiu tomar para lidar com a situação?
A principal medida anunciada nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde é alertar médicos, tanto do serviço público como os que atendem planos de saúde, para que receitem Tamiflu mais rapidamente.
"O importante é incentivar uma mudança de comportamento no profissional de saúde. É preciso que eles entendam que a gripe não tem nada de banal e que, no caso de suspeita de H1N1, é preciso receitar o Tamiflu em menos de 48 horas", afirma o infectologista Carlos Magno Fortaleza, professor da Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu.
Estatísticas de anos anteriores confirmam esse cenário. Segundo o governo, serão organizadas reuniões e videoconferências para alertar e instruir hospitais e centros médicos, além da distribuição de 1,2 milhões de doses de Tamiflu e da liberação de recursos para os Estados mais afetados.
Se os sintomas da H1N1 são tão parecidos com os da gripe comum, como determinar quem deve receber o Tamiflu?
A orientação é receitar o antiviral para todas as pessoas que fazem parte do grupo de risco e que apresentem sintomas de gripe, sem aguardar resultados de laboratório ou sinais de agravamento.
Integram esse grupo crianças menores de 2 anos, gestantes, puérperas (mulheres nos 45 dias após o parto), idosos, obesos e doentes crônicos.
Para quem não faz parte desse segmento mais vulnerável, o Tamiflu deve, segundo o Ministério, ser receitado para pacientes com sinais de agravamento de do quadro gripal, com sintomas como febre alta por três dias e dificuldade para respirar.
É preciso fazer o teste para se comprovar H1N1?
Apesar de ser possível determinar se há o vírus H1N1 com o teste, ele não é indicado porque seu resultado pode não vir a tempo do prazo indicado para se começar a tomar o Tamiflu.
"Apesar de haver exames de resultado rápido, eles não são eficazes especialmente porque podem não estar disponíveis no local onde o paciente está", afirma o infectologista da Unesp.
Assim, o governo está fazendo o teste apenas para identificar melhor o vírus em circulação este ano.
Planos de saúde cobrem o teste?
De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar, não há cobertura obrigatória pelos planos de saúde para exames que detectam a gripe H1N1.
Os números apresentados pelo governo são atuais?
Sim, foram coletados até 12 de maio. Os municípios não são obrigados a reportar a instâncias superiores todos os casos de H1N1. No entanto, devem fazer a notificação obrigatória e imediata nos casos de Síndrome Gripal e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Por isso, o governo federal tem números relativamente atualizados.
O que o governo deve fazer para evitar um cenário parecido no ano que vem?
Além de alertar médicos a receitar Tamiflu nos casos citados acima, o infectologista Carlos Magno Fortaleza vê como prioridade incentivar uma maior adesão à vacina contra gripe.
"A vacina da gripe é constantemente bombardeada por boatos de que faz mal, de que tem efeitos colaterais... Há sempre idoso que não querem tomar. Neste ano, muitas grávidas não tomaram e isso certamente está relacionado a esses boatos. Muitos obstetras ainda temem essa vacina", diz. "É preciso pensar em uma estratégia de como divulgá-la melhor e acabar com esses temores infundados."
Há mais casos de H1N1 neste ano em relação a anos anteriores?
Ainda não. De 1º de janeiro a 12 de maio de 2013, foram notificados em todo o país 4.713 casos mais graves de gripe, classificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Destes, 388 casos foram confirmados para o vírus Influenza A(H1N1). No mesmo período deste ano, foram confirmados 61 mortes por H1N1.
Durante o ano de 2012, foram registrados 20.539 casos da SRAG, sendo confirmados 2.614 para A (H1N1). No ano passado, foram contabilizadas 351 mortes por esse vírus. Em 2011, foram 113 mortes e em 2010, 21.
A epidemia de H1N1 ocorreu em 2009, quando foram registrados mais de 50 mil casos, sendo 2.060 mortes.
Qual a diferença entre a gripe comum e a influenza A (H1N1), também conhecida como Gripe A ou gripe suína?
Elas são causadas por diferentes subtipos do mesmo vírus da influenza. O subtipo A (H1N1) produziu a pandemia de 2009 e continua circulando como mais um dos subtipos do vírus da influenza.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Adenocarcinoma: o que é? Quais são as causas? E os sintomas? Como são feitos o diagnóstico e o tratamento?


Adenocarcinoma: o que é? Quais são as causas? E os sintomas? Como são feitos o diagnóstico e o tratamento?

O que é adenocarcinoma?
O adenocarcinoma é um tumor maligno, derivado de células glandulares epiteliais secretoras, que pode afetar quase todos os órgãos do corpo (pulmões, intestinos, pâncreas, fígado, colo doútero, etc.). Estas células podem também originar um tumorbenigno, o adenoma, o qual guarda a potencialidade de transformar-se em adenocarcinoma. Embora a prefixo “adeno” queira dizer “junto a uma glândula”, não é necessário que as células desse tumor pertençam a umaglândula, desde que sejam secretoras.
Em geral, os adenocarcinomas são um tipo de câncer bastante agressivo e de difícil remoção cirúrgica e têm, por isso, um prognóstico desfavorável. O adenoma, embora benigno, pode causar sérios problemas ao funcionamento orgânico em virtude de compressões ou destruição de órgãos.
Quais são as causas do adenocarcinoma?
Não se conhece precisamente as causas dos adenocarcinomas, como de nenhumcâncer, no entanto sabe-se de fatores gerais que contribuem para ele, os quais também valem aqui, comohereditariedade, poluição ou idade avançada. Alguns outros fatores parecem contribuir para o aparecimento de tumores em certos órgãos: uso de fumo (tumores de pulmão), reposição hormonal (tumores de mama), qualidade da alimentação (tumores de estômago ou intestino), etc.
Quais são os principais sintomas dos adenocarcinomas?
Os sintomas dos adenocarcinomas dependem do órgão que eles afetam ou comprimem. Conforme seja sua localização, os adenocarcinomas podem evoluir durante muito tempo sem dar sintomas. Como podem afetar quase todos os órgãos, a sintomatologia gerada por eles é extremamente variável, pelo que só se pode abranger uma amostragem deles, aqui mencionada a título de exemplos:
  • Adenocarcinoma de pulmão: é uma das mais frequentes formas de câncer do pulmão, comum também em não fumantes. Às vezes evolui durante muito tempo sem dar sintomas e seu primeiro achado costuma ser feito num exame de imagem do tórax realizado por outro motivo. Seus sintomas podem incluir tosse, às vezes com escarro sanguinolento; dor torácica; dispneia; chiado no peito; perda de peso, etc.
  • Adenocarcinoma de intestino (geralmente de cólon): como o câncer do cólon pode evoluir semsintomas, numa fase inicial, ele frequentemente é detectado durante um exame de rotina ou feito em razão de outro motivo diagnóstico. Quando os sintomas começam, eles costumam ser: dor abdominal, sangramento retal aparente ou não (sangue oculto nas fezes), mudanças nos hábitos intestinais,anemia e, nos casos mais avançados, percepção de massa abdominal; hepatomegalia (crescimento dofígado) e ascite (“água na barriga”).
  • Adenocarcinoma de colo de útero: inicialmente, o adenocarcinoma de colo de útero pode não darsintomas, mas quando eles começam a aparecer, costumam ser um sangramento vaginal intermitente; secreção vaginal de odor fétido; dor abdominal e, nos casos mais avançados, distúrbios urinários e/ou intestinais.
  • Adenocarcinoma de pâncreas: cerca de 95% dos tumores de pâncreas são adenocarcinomas. Geralmente crescem também sem dar sintomas e por isso só são descobertos num estágio tardio da doença, às vezes já como consequência de metástases ou de compressão de órgãos vizinhos, como o colédoco (canal que drena a bile da vesícula para o intestino), por exemplo, impedindo sua função. Ossintomas mais precoces costumam ser dor, icterícia e perda de peso.
  • Adenocarcinoma de estômago: numa fase inicial pode não haver sintomas ou eles são muito poucos e inespecíficos. Quando começam a aparecer os sintomas mais característicos, eles costumam ser:anorexia; enjoos e sensação precoce de estômago cheio; intolerância à carne (de mais difícil digestão); dor abdominal; dificuldade de engolir (se o tumor comprometer a cárdia, que é um esfíncter entre oesôfago e o estômago); digestão imperfeita (caso o tumor invada o corpo do estômago) e emagrecimento. Num estágio mais avançado pode haver massa tumoral palpável, no epigástrio, ou seja, na região onde fica o estômago, sangramento intestinal alto, caquexia e anemia severa.
  • Adenocarcinoma de mama: a grande maioria dos tumores da mama são adenocarcinomas e se iniciam nos tecidos glandulares, sejam lobulares ou ductais (na maioria dos casos). Geralmente se manifestam como um nódulo duro, único, indolor e sem mobilidade. Sem outros sintomas, de início, podem mais tarde gerar deformidade e aumento de volume da mama, retração do mamilo, crescimento dos gângliosaxilares, vermelhidão, edema, dor e secreção de líquido pelos mamilos.
Como o médico diagnostica um adenocarcinoma?
O diagnóstico por imagem do adenocarcinoma é feito como o de outros tipos de câncer. Histologicamente, eles geralmente são detectados por meio do exame de material colhido em uma biópsia e examinado ao microscópio. Se tal tumor é descoberto, ele requer tratamento imediato, porque os adenocarcinomas são de rápida progressão e tendem a dar metástases com facilidade, permitindo ao câncer espalhar-se para outros órgãos que não o original.
Como o médico trata o adenocarcinoma?
O tratamento do adenocarcinoma inclui a remoção cirúrgica do tumor e cuidados com as possíveis complicações que ele tenha causado. Após a cirurgia, o paciente deve passar por uma quimioterapia e/ouradioterapia, para evitar que o tumor possa recidivar.
Como é a evolução de um adenocarcinoma?
Diagnosticado em fase inicial e adequadamente tratado, a maioria dos adenocarcinomas tem cura. No entanto, é um tipo de câncer de crescimento rápido e de caráter bastante agressivo, pelo que exigem um tratamento eficaz e rápido.
Os adenocarcinomas facilmente dão metástases em tecidos não glandulares normais.
ABC.MED.BR, 2013. Adenocarcinoma: o que é? Quais são as causas? E os sintomas? Como são feitos o diagnóstico e o tratamento?. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/353604/adenocarcinoma-o-que-e-quais-sao-as-causas-e-os-sintomas-como-sao-feitos-o-diagnostico-e-o-tratamento.htm>. Acesso em: 16 mai. 2013.

terça-feira, 7 de maio de 2013

BRASIL VAI INVESTIR VAI INVESTIR 35 BILHÕES EM MEDICAMENTOS ATÉ 2016 1 Leia mais: Brasil vai investir vai investir 35 bilhões em medicamentos até 2016 - PFARMA http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/mercado/1314-brasil-vai-investir-vai-investir-35-bilhoes-em-medicamentos-ate-2016.html#ixzz2Scs4hYqC





As indústrias brasileiras da saúde estão diante de uma janela de oportunidades para investirem na produção nacional de medicamentos, especialmente os biológicos. De um lado, um comprador garantido oferecendo uma série de estímulos para facilitar a produção nacional: o Ministério da Saúde tem um orçamento de R$ 35 bilhões para aquisição de medicamentos até 2016 – o maior valor já investido pelo Governo Federal. De outro, um nicho de mercado bastante atraente: oito biológicos estão com patente vencida ou prestes a vencer.
Este cenário é similar ao que ocorreu com os medicamentos sintéticos no início dos anos 2000, quando os genéricos invadiram com força o mercado. É chegada a vez dos chamados biossimilares - cópias dos biológicos originais -, usados como vacinas e para o tratamento do câncer, por exemplo.
Atualmente, o Governo Federal responde por cerca de 60% das compras de biológicos no país. De alto custo, estes itens consomem 43% dos gastos do Ministério da Saúde com medicamentos, apesar de representarem 5% da quantidade adquirida.

OPORTUNIDADE

Um total de 14 empresas privadas e 6 laboratórios públicos já enxergaram a oportunidade, travando parcerias para a produção nacional de 14 biossimilares para doenças como hemofilia, esclerose múltipla, artrite reumatoide e diabetes. Até 2017, estes produtos terão fabricação 100% nacional. Neste mês, outras duas empresas privadas brasileiras se movimentaram neste sentido: a Biomm e a Libbs. A Biomm fechou parceria com a Fiocruz para a produção nacional de insulina. A previsão de investimento na construção da fábrica da Biomm é de R$ 430 milhões nos próximos 5 anos -- R$ 80 milhões do Ministério da Saúde e Fiocruz, e o restante via financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). A Libbs se uniu ao grupo argentino Chemo para a construção de uma fábrica nacional de sete biológicos – um investimento de R$ 200 milhões. Em maio, outras 10 novas PDPs de biológicos devem ser anunciadas.
Além do financiamento, o Governo tem feito uma série de arranjos desde o ano passado para viabilizar a infraestrutura, a regulamentação e o aparato jurídico necessários para a produção nacional. Entre as ações, estão parcerias entre laboratórios privados, nacionais ou internacionais, que detêm as patentes do medicamento original, para transferir a tecnologia para laboratórios públicos até que eles ganhem independência para produzir o medicamento. Em troca, o governo garante a compra do item produzido internamente durante todo o período de transferência de tecnologia, estipulado em, no máximo 5 anos. A produção dos medicamentos deve envolver desde a elaboração do princípio ativo até a embalagem do produto. É a chamada produção verticalizada. Nos últimos anos, a importação de remédios tem superado a de princípios ativos, sobretudo por conta dos altos custos dos produtos para tratamentos complexos. Hoje, os princípios ativos importados equivalem a 70% do mercado nacional, enquanto os medicamentos prontos importados equivalem entre 10% e 20% do mercado nacional.
Para garantir a qualidade da produção nacional, além de investimento em pesquisa para criação de novos produtos inovadores, o Ministério da Saúde disponibilizou R$ 1 bilhão até 2015 para investimento na infraestrutura e no capital humano dos laboratórios públicos nacionais. Em 2012, ao todo 14 laboratórios públicos apresentaram 67 projetos e receberam um total de R$ 242 milhões de investimento do ministério.
Além disso, foi regulamentada em 2012 lei que criou margem de preferência de até 25% nas licitações para empresas que produzam no Brasil. No âmbito do registro de medicamentos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) passam a cumprir, a partir deste ano, prazos mais curtos para registro de medicamentos prioritários ao SUS. Ficou estabelecido prazo de até 9 meses e a Anvisa criou uma gerência só para análise de registro de biológicos. Também foram criadas de linhas de crédito para empresas que investem em biossimilares e equipamentos – um total de R$ 7 bilhões, financiados pelo BNDES, Finep e Ministério da Saúde.

ECONOMIA

O Brasil produz hoje via PDP 15% do que oferta no SUS. A meta é produzir 35% até 2015. Só com os biológicos fabricados no país atualmente (9 medicamentos e 5 vacinas), o Ministério da Saúde vai economizar R$ 1 bilhão nas compras – o equivalente à 1/3 da economia que obeterá com medicamentos frutos das 64 PDPs travadas atualmente (R$ 2,8 bilhões).
Dois biossimilares frutos dessas parcerias, produzidos 100% no Brasil já estão disponíveis para o SUS: o relaxante muscular toxina botulímica e a vacina H1N1. Além disso, o imunossupressor nacional Etanercepte, contra artrite reumatoide, já conseguiu o primeiro registro na Anvisa. Os demais devem estar disponíveis na rede pública até 2017. No total, mais de 1 milhão de usuários do SUS são beneficiados com esses medicamentos. Com essas parcerias, o Ministério da Saúde tem assinadas 64 Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) via transferência de tecnologia no Brasil, que envolvem 15 laboratórios nacionais e cerca de 40 farmacêuticas privadas.

BIOLÓGICOS

Há 5 anos os biológicos começaram a ganhar maior magnitude nas compras governamentais. Atualmente, 29 biofármacos são disponibilizados à população pelo SUS – para hepatites, artrite, fibrose cística, eritropoise, hepatite B e C, tireoide, acromegalia, doença de Gaucher, além de imunossupressor, anti-inflamatório, fator de estímulo de granulócito, fator de crescimento hematopoiético, auxiliares digestivos, hormônio de crescimento e relaxamento muscular.

Fonte: Por Bárbara Semerene - Ministério da Saúde


Leia mais: Brasil vai investir vai investir 35 bilhões em medicamentos até 2016 - PFARMA http://pfarma.com.br/noticia-setor-farmaceutico/mercado/1314-brasil-vai-investir-vai-investir-35-bilhoes-em-medicamentos-ate-2016.html#ixzz2Scqu8cOW

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Laundry Detergent Coupons