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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Novos medicamentos no mercado farmacêutico: conheça as novidades

Novos medicamentos no mercado farmacêutico: conheça as novidades

Clariskin: hidroquinona 2% da Kley Laboratórios
Clareia manchas de três tipos básicos: sardas, melanose solar ou senil e melasma ou cloasma, que ocorre na face, na maioria das vezes em mulheres com mais de 25 anos, após a gravidez ou terapia hormonal. Apresentações em gel para pele normal ou oleosa, e creme para pele seca. Não deve ser usado durante a gravidez.
Allexofedrin D: antialérgico e descongestionante da EMS
Composto de cloridrato de fexofenadina (antihistamínico que não provoca sono) e de cloridrato de pseudoefedrina (descongestionante da mucosa nasal que alivia os sintomas da rinite alérgica). É comercializado em caixas com 10 comprimidos duplamente revestidos.
Linha Aqua Lent Multiação Plus para lentes de contato da Solótica
A Solótica lançou duas novas linhas de limpeza e conservação de lentes de contato.
A Linha Aqua Lent Multiação Plus lubrifica, desinfeta, enxágüa, conserva, remove proteínas e limpa profundamente as lentes de contato. É indicada para todos os tipos de LC gelatinosas, inclusive as descartáveis, e vem em frascos convencionais de 120 ou 35ml, ideal para levar no bolso. Todos os produtos da linha têm em sua composição o hidroxipropilmetilcelulose (HPMC) que confere conforto pela eficácia lubrificante.
Já o Aqua Lent Refrescante é uma solução umidificante e lubrificante a base de carboximetilcelulose sódica (CMC), que proporciona conforto similar à maioria das lágrimas artificiais.
Novos viscoelásticos: Rayvisc 3% Dispersivo e Visco Supreme 1,8% Coesivo da Adapt
A Adapt acaba de lançar dois novos viscoelásticos à base de hialuronato de sódio.
O Rayvisc 3% Dispersivo com 0,85 ml é uma solução estéril não-pirogênica de hialuronato altamente purificado. Vem em seringas de vidro descartáveis, de uso único, com encaixe Luer-Lok.
O Visco Supreme 1,8% Coesivo com 1,0 ml é um viscoelástico de alto peso molecular, estéril, não-pirogênico, composto pelo biopolímero do sal de sódio do ácido hialurônico. Apresenta-se em seringas estéreis, de uso único, com 1,0 ml de volume.
Pariet: rabeprazol sódico da Janssen-Cilag
Pertence à classe de medicamentos conhecidos como inibidores da bomba de prótons (IBPs) que bloqueiam a via final da produção de ácido no estômago. Ligam-se fortemente à enzima H/K - ATPase (ou bomba de prótons) na superfície da célula parietal gástrica.
É indicado para: tratamento de úlcera duodenal ativa, úlcera gástrica benigna ativa e doença do refluxo gastroesofágico sintomática, erosiva ou ulcerativa; tratamento de manutenção da doença do refluxo gastroesofágico, associado a antibacterianos apropriados para a erradicação do H.pylori em pacientes com doença ulcerosa péptica ou gastrite crônica; tratamento de cicatrização e prevenção da recidiva de úlceras pépticas em pacientes com úlceras associadas ao H.pylori.
Um estudo comparativo mostrou que Pariet foi o mais potente dos IBPs quando comparado ao lansoprazol, pantoprazol, omeprazol mups e meprazol, promovendo elevação do pH intragástico por período de tempo mais longo que o lansoprazol, pantoprazol e omeprazol, além de manter o pH intragástrico acima de 4 por um período mais longo.
Comercializado em caixas com comprimidos revestidos de 10 mg (cor-de-rosa) e de 20 mg (amarelo), deve ser ingerido uma vez ao dia, de preferência antes do café da manhã. O comprimido deve ser engolido inteiro e não deve ser mastigado nem triturado. Em geral, Pariet é bem tolerado. As principais reações adversas são diarréia e dor de cabeça que, geralmente, desaparecem espontaneamente. Algumas vezes, dor abdominal, gases, fraqueza ou boca seca podem ocorrer.
Pariet pode alterar o efeito de certos medicamentos como o cetoconazol, um medicamento para infecções fúngicas, e a digoxina, usada no tratamento de certas doenças cardíacas.
Maxifen: ibuprofeno da Janssen-Cilag
Indicado para dor e febre, com posologia cômoda de 1 a 2 gotas/kg/dose, o ibuprofeno da Janssen-Cilag tem efeito prolongado de até 8 horas. Deve ser usado em crianças com mais de 6 meses de idade.
Cepacol Cool Ice da Sanofi-Aventis
Cepacol® Cool Ice chega às farmácias e supermercados de todo o País na segunda semana de fevereiro. Embalado em um moderno frasco frozen - que parece recém saído da geladeira - a solução anti-séptica bucal é transparente, com sabor mais leve e refrescante, deixa na boca uma sensação de limpeza, frescor e um hálito agradável. Cepacol® ajuda a combater os germes causadores das cáries e da placa bacteriana. Deve ser usado após a escovação ou sempre que necessário. Bochechos diários auxiliam na redução da placa bacteriana e na prevenção de problemas periodontais.

Fusão da Drogaria Pacheco e Drogaria São Paulo cria maior rede de farmácias

Fusão da Drogaria Pacheco e Drogaria São Paulo cria maior rede de farmácias
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A Drogaria Pacheco e a Drogaria São Paulo fecharam nesta terça-feira (30/08) acordo de fusão de suas operações, criando a maior rede de farmácias do Brasil, com quase 700 lojas em cinco Estados e faturamento de R$ 4,4 bilhões. Pelos termos do acordo, as duas empresas vão compartilhar em partes iguais o controle da rede de farmácias. Uma nova holding chamada Drogarias DPSP S.A receberá os ativos das duas empresas. A família Barata, dona da Pacheco, terá uma participação no capital social da empresa ligeiramente superior à da família Carvalho, controladora da Drogaria São Paulo, na proporção de 53% a 47%.

As duas marcas, que lideram o varejo farmacêutico no Rio e em São Paulo, serão mantidas no mercado. A gestão será profissionalizada. De comum acordo, Gilberto Martins Ferreira, atual diretor-presidente da Drogaria São Paulo, assume o comando executivo da rede de farmácias.

A negociação entre a Pacheco e a São Paulo ocorria havia um ano. Mas tomou maior velocidade depois de a Droga Raia e a Drogasil, ambas com sede em São Paulo, anunciarem a associação no início de agosto. A Brazil Pharma, empresa controlada pelo banco BTG Pactual, também tinha interesses no negócio. Inicialmente, o acordo de acionista fechado pelas famílias Barata e Carvalho é válido por 10 anos. Mas poderá mudar caso a empresa consiga fazer seu IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês). Se as condições de mercado permitirem, o plano é levar a empresa à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) daqui a um ano.

A estimativa é que a rede alcance um valor de mercado de quase R$ 5 bilhões, levando em consideração recentes operações ocorridas no setor de varejo farmacêutico. Pelo lado da Pacheco, atuaram como assessores financeiros e legal o Banco Espírito Santo e o escritório de advocacia Pinheiro Neto. Do lado da Drogaria São Paulo, o Pátria Investimento e o escritório Machado Meyer Sendacz e Opice. A Drogaria Pacheco, com 343 lojas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, foi fundada no fim do século 19 no Rio de Janeiro. Samuel Barata, atual controlador e que será presidente do conselho de administração da nova rede, assumiu o negócio em 1974. Faturou R$ 1,8 bilhão em 2010.

A Drogaria São Paulo, por sua vez, opera no mercado desde os anos 1940. Possui 348 lojas e é controlada por Ronaldo Carvalho. O mercado de varejo farmacêutico tem se consolidado nos últimos tempos. Até o início do ano, quem liderava o setor em número de lojas era a rede Pague Menos, com sede em Fortaleza (CE), do empresário Deusmar Queirós. Com a fusão das quatro grandes empresas que atuam no eixo Rio-São Paulo, é esperada movimentação de empresas em mercados regionais, como a Drogaria Araújo, em Minas Gerais, e a Panvel, no Rio Grande do Sul.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Cientistas criam embrião usando célula humana adulta


Feito é inédito no meio científico, mas células-tronco resultantes da experiência não servem para tratamentos de doenças.



Cientistas americanos anunciaram um feito inédito. Eles reprogramaram uma célula humana adulta para criar um embrião em um estágio inicial. Com isso, conseguiram células-tronco embrionárias, que têm supostamente a capacidade de se transformar em vários tecidos do corpo.
Mas o estudo, publicado nesta quarta-feira (05) na revista Nature, revela um obstáculo considerado grande pelos próprios pesquisadores: as células-tronco resultantes da experiência são anormais. Elas têm mais material genético do que uma célula humana comum, por isso não servem no tratamento de doenças ou na clonagem de um ser humano.

Mesmo assim, os cientistas acham que a experiência poderá ajudar a desenvolver uma técnica que permita a clonagem de células-tronco personalizadas para cada paciente.
 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

.04/10/2011 11h46 - Atualizado em 04/10/2011 14h23 Anvisa mantém venda, mas restringe uso de emagrecedor polêmico Sibutramina poderá ser comercializada, mas com maior controle. Agência proibiu comercialização de anfepramona, femproporex e mazindol.

04/10/2011 11h46 - Atualizado em 04/10/2011 14h23

Anvisa mantém venda, mas restringe uso de emagrecedor polêmico

Sibutramina poderá ser comercializada, mas com maior controle.
Agência proibiu comercialização de anfepramona, femproporex e mazindol.

A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu nesta terça-feira (4) manter a comercialização e o registro da sibutramina, um dos remédios mais vendidos que atuam na redução do apetite, mas ampliou o controle sobre a prescrição e sobre a utilização do medicamento.
A Anvisa proibiu ainda a comercialização de três outros inibidores de apetite feitos a base de anfetamina: a anfepramona, o femproporex e o mazindol.
No Brasil, a venda e o uso da sibutramina já eram restritos desde 2010, quando o remédio foi incluído na lista de medicamentos "B2", que necessitam de receitas especiais para serem solicitados pelos médicos. Agora, a partir da decisão desta terça, médicos e pacientes terão também que assinar um termo de compromisso ao prescrever ou utilizar a substância.
Além disso, de acordo com a Anvisa, os laboratórios que fabricam ou comercializam sibutramina terão que fazer acompanhamento de eventuais efeitos colaterais e comunicar a Anvisa no caso de ocorrências.
A agência informou que as medidas serão acompanhadas por 12 meses e que, após esse período, a comercialização do produto voltará a ser discutida.
No âmbito da Anvisa, não cabe recurso à decisão, mas as empresas que fabricam e comercializam os inibidores de apetite podem recorrer à Justiça.
De acordo com a Anvisa, as farmácias terão prazo de 60 dias para retirar os produtos proibidos do mercado. Conforme a Anvisa, os estabelecimentos que mantiverem a comercialização poderão ser interditados ou multados em valores que vão desde R$ 2 mil a um R$ 1,5 milhão.
De acordo com o representante do Conselho Federal de Medicina, Dimitri Gabriel Omar, a decisão da Anvisa de proibir os três inibidores vai estimular a ilegalidade e prejudicar o tratamento de obesos. Sobre ampliar a restrição à sibutramina, ele afirmou que se trata de "interferência indevida" no trabalho dos médicos e que vai recorrer à Justiça.
Relatório
O relatório de 700 páginas produzido pela Anvisa aponta que os benefícios da perda de peso causados pela utilização da anfepramona, do femproporex e do mazindol não superariam os riscos, tais como problemas cardíacos. O relatório diz ainda que não há dados técnicos e científicos que comprovem a eficácia e segurança destas substâncias no controle da obesidade.
Os inibidores de apetite atuam em uma região do cérebro conhecida como hipotálamo, que regula a sensação de fome e de saciedade.
Quanto à sibutramina, o relatório diz que o registro da substância cumpriu os requisitos de eficácia, “gerando desfecho clínico da perda de peso” e com “relação benefício-risco favorável”. Sendo assim, a Anvisa permitirá que a substância possa ser comercializada com algumas restrições, tais como controle na prescrição médica para minimizar riscos.
O relatório aponta que a sibutramina pode ser utilizada em pacientes obesos sem história de doença cardiovascular e que não conseguem aderir a programas de emagrecimento; com diabetes ou intolerância à glicose; dislipedêmicos; hiperuricêmicos; mulheres com ovários policísticos e pacientes com hepatite não alcoólica.
De acordo com o relatório, a Anvisa recomenda que a utilização da sibutramina seja suspensa caso o paciente não responda ao tratamento no período de quatro semanas.
Exterior
A venda de remédios para emagrecer com sibutramina foi proibida pela agência reguladora de remédios na Europa no início de 2010. A entidade alegou, na época, que trabalhos científicos apontavam o aumento do risco de problemas cardiovasculares em pacientes que usaram a sibutramina.
Conhecido como Scout, o estudo que levou a agência reguladora europeia a banir o medicamento contou com 9 mil pacientes obesos, monitorados durante 5 anos - parte deles recebeu sibutramina e outra parte tomou uma medicação sem efeito (placebo). Todos os integrantes da pesquisa passaram por dieta e praticavam exercícios físicos.
No caso dos Estados Unidos, a agência reguladora de alimentos (FDA, na sigla em inglês) também recomendou o fim do uso do medicamento. Com isso, a Abbott, empresa responsável pela venda da sibutramina, retirou o produto do mercado. Canadá e Austrália também são países onde o comércio da droga é vetado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Hormônio cerebral é testado para tratar pessoa com autismo.

A ocitocina, hormônio produzido no cérebro e ligado a funções corporais, como o parto e a produção de leite em mulheres, e a relações sociais, como a ligação entre pais e filhos, pode virar tratamento contra autismo.

Pessoas com o transtorno têm dificuldade de reconhecer expressões faciais e de criar laços sociais.

O psiquiatra James Leckman, que veio a São Paulo no mês passado, a convite do Instituto de Psiquiatria da USP, está pesquisando o efeito da ocitocina em autistas.

O médico, que é professor de psiquiatria infantil em Yale, participa de estudo em que voluntários recebem doses de ocitocina e terão seus cérebros examinados em testes de imagem. A pesquisa ainda está em andamento.

Mas trabalhos anteriores com o hormônio mostram que doses intranasais de ocitocina podem melhorar as habilidades sociais do autista.

Um estudo publicado no ano passado na revista "PNAS" descreve os efeitos da ocitocina em um grupo de pessoas com autismo.

O hormônio melhorou o reconhecimento de expressões faciais e a habilidade de interação dos voluntários com autismo em jogo virtual.

Outro exercício exigia que os participantes olhassem para expressões faciais em um computador e identificassem se o rosto era de homem ou mulher e a direção que os olhos apontavam.

Autistas, antes do tratamento com ocitocina, olhavam pouco para o rosto representado na imagem. Após as doses de ocitocina, conseguiram fixar mais seu olhar.

O resultado sugere que a ocitocina reduza a ansiedade dos autistas na hora de fazer contato visual.

Segundo Leckman, ainda é necessário fazer mais testes para determinar se o tratamento é seguro e eficaz.

"É diferente ler expressões faciais em um teste e na vida real. Também não se sabe se o hormônio vai fazer diferença a longo prazo."
Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO – SP
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