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quinta-feira, 24 de novembro de 2011





A Anvisa solicita que os profissionais de saúde notifiquem à Agência sobre as reações adversas graves em mulheres que tomam anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona, mesmo que as reações estejam descritas em bula.
As notificações devem ser feitas pelo sistema Notivisa, disponível no sítio da Anvisa pelo endereço eletrônico. Esse acompanhamento mais atento se deve à publicação de estudos recentes no British Medical Journal e no sítio eletrônico da agência norte-americana para medicamentos e alimentos, o FDA (Food and Drugs Administration).
O estudo divulgado pelo FDA nesta quarta-feira (25/10) sugere um risco aumentado de formação de coágulos sanguíneos, de trombose venosa e tromboembolia pulmonar. Dois artigos publicados no British Medical Journal (BMJ) levantaram a mesma questão.
As pacientes em uso de anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona devem seguir todas as recomendações do médico que as acompanha. É importante comunicar imediatamente ao médico caso desenvolvam reações adversas durante o uso, mesmo que as reações constem da bula.
A Anvisa informa aos profissionais de saúde e pacientes que ainda não concluiu parecer definitivo sobre os medicamentos, mas permanece acompanhando o assunto. No momento a posição da Agência é favorável ao uso, desde que utilizados sob supervisão médica e de acordo com as orientações contidas na bula.
Estudos publicados anteriormente, em 2007 e 2009, também abordaram o risco de coágulos sanguíneos em mulheres que usam pílulas anticoncepcionais contendo drospirenona. Entretanto, esses estudos tiveram resultados conflitantes.
Confira abaixo a reprodução na íntegra do informa da Anvisa:

Informe SNVS/Anvisa/Nuvig/GFARM nº 10, de 27 de outubro de 2011

Risco de formação de coágulos sanguíneos em mulheres que tomam anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona.
Considerando estudos recentes publicados no British Medical Journal e no sítio eletrônico do FDA, que sugerem um risco aumentado de formação de coágulos sanguíneos em mulheres que tomam anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona, a Anvisa informa aos profissionais de saúde e pacientes que ainda não concluiu parecer definitivo sobre os mesmos, mas permanece acompanhando o assunto.
Dois artigos publicados no British Medical Journal levantaram a questão de saber se há maior risco de trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar em mulheres que tomam contraceptivos orais combinados que contêm o progestágeno drospirenona, em comparação com o risco em mulheres que tomam contraceptivos orais contendo o progestágeno levonorgestrel. Esses estudos relataram um risco duas a três vezes maior de eventos tromboembólicos venosos ou tromboembolismo venoso em mulheres que usam contraceptivos orais contendo drospirenona, em vez de levonorgestrel.
Estudos publicados anteriormente também abordaram o risco de coágulos sanguíneos em mulheres que usam pílulas anticoncepcionais contendo drospirenona. Esses estudos tiveram resultados conflitantes. Dois foram estudos pós-comercialização exigidos pelo FDA ou agências europeias de regulação. Esses estudos não relataram qualquer diferença no risco de tromboembolismo venoso entre produtos contendo drospirenona e produtos contendo levonorgestrel. No entanto, duas outras publicações a partir de 2009 relataram um risco de 1,5 a 2 vezes maior de tromboembolismo venoso em mulheres que usam contraceptivos contendo drospirenona, em comparação ao risco em mulheres que utilizam contraceptivos contendo levonorgestrel.
O FDA divulgou hoje que concluiu um estudo adicional, financiado pela própria agência, sobre contraceptivos hormonais. Este estudo inclui mais de 800.000 mulheres nos Estados Unidos, e foi projetado para examinar os riscos trombóticos e tromboembólicos, incluindo tromboembolismo venoso em uma série de contraceptivos hormonais.

Recomendações aos pacientes:
- Os pacientes em uso de anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona devem seguir todas as recomendações do médico que os acompanha.
- Os pacientes devem comunicar imediatamente seu médico caso desenvolvam reações adversas durante o uso de anticoncepcional contendo o hormônio drospirenona.

Recomendações aos profissionais de saúde:
• Continuar a seguir as recomendações contidas nas bulas dos contraceptivos orais que contêm drospirenona.
• Discutir os benefícios conhecidos e potenciais riscos de contraceptivos orais contendo drospirenona com seus pacientes.
• Educar seus pacientes a reconhecer os sinais e sintomas de tromboembolismo venoso e pulmonar, e dizer-lhes para contactar imediatamente o seu médico se desenvolverem qualquer destes sintomas.
• Profissionais de saúde devem notificar eventos adversos graves pelo sistema NOTIVISA.
Ressaltamos que este informe não contém uma descrição abrangente do perfil benefício-risco dos anticoncepcionais contendo drospirenona, os quais permanecem favoráveis se utilizados sob supervisão médica e de acordo com as orientações contidas na bula.
A área de Farmacovigilância da Anvisa acompanha o perfil de segurança dos medicamentos no mercado e solicita que os profissionais de saúde notifiquem, especialmente, reações adversas graves, mesmo que descritas em bula, pelo sistema NOTIVISA, disponível no sítio da Anvisa pelo endereço eletrônico: http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm

Referências:
1. Parkin L, Sharples K, Hernandez RK, Jick SS. Risk of venous thromboembolism in users of oral contraceptives containing drospirenone or levonorgestrel: nested case-control study based on UK General Practice Research Database. BMJ 2011; 340:d2139.
2. Jick SS, Hernandez RK. Risk of non-fatal venous thromboembolism in women using oral contraceptives containing drospirenone compared with women using oral contraceptives containing levonorgestrel: case-control study using United States claims data. BMJ 2011; 340:d2151.
3. site da Agência Americana (Food and Drugs Administration – FDA; dados em inglês).

Fonte: Anvisa






 









 

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

quantiQ e Unichem

A quantiQ, distribuidora de produtos químicos e petroquímicos, fechou acordo para distribuição de medicamentos acabados, por intermédio de vendas indent, com a indiana Unichem. Os produtos disponíveis são para tratamento de hipertensão, problemas no Sistema Nervoso Central, disfunção erétil e outros. "A Unichem é verticalizada: fabrica a matéria-prima e o medicamento acabado. Dessa maneira, uma indústria farmacêutica pode fechar conosco um contrato para a compra de medicamentos acabados e, depois que passar a fabricá-los no Brasil, fechar um acordo para aquisição da matéria-prima", diz Fernando Pavan, gerente da quantiQ.

Fonte: VALOR ECONÔMICO – SP

sábado, 12 de novembro de 2011

Novo aparelho de teste de diabetes usa lágrimas ao invés de sangue

11 de novembro de 2011 (Bibliomed). Há muito tempo que pesquisadores e médicos buscam uma forma indolor de testar o nível de açúcar no sangue. Estudiosos da Universidade de Michigan (EUA) podem estar chegando perto dessa descoberta. Eles desenvolveram um aparelho sensor que detecta níveis diluídos de açúcar em lágrimas.
A diabetes é uma doença que causa aumentos anormais dos níveis de açúcar no sangue – seja porque ela faz com que o pâncreas pare de produzir a insulina (que regula a glicose no sangue) ou porque faz com que células do corpo se tornem resistentes à insulina, sendo incapazes de absorver esse açúcar. Dependendo do caso, um paciente pode precisar checar o nível dessa substância até mesmo dez vezes em um único dia, já que essa taxa pode flutuar muito ao longo de 24 horas.
A demanda para testes feitos sem sangue é alta. A idéia de utilizar lágrimas surgiu pela primeira vez em 1937, por ser uma técnica mais confortável para o paciente. Mas a logística de se trabalhar com esse fluído impediu avanços.
“Os principais desafios são a evaporação, concentração mais baixa de glicose em lágrimas do que em sangue, menor volume – tem muito mais sangue do que fluído de lágrima – e a não estimulação do olho; não esfregá-lo”, explica Jeffrey LaBelle, engenheiro envolvido no estudo.
O Dr. George Grunberger, da Associação Americana de Endocrinologistas Clínicos, explica que “essa é uma área extremamente quente. As pessoas vêm tentando ler a glicose através da pele, através de medidores ligados ao lóbulo da orelha. Já houveram máquinas no mercado, mas elas tiveram que ser retiradas por inconfiabilidade e má reprodutividade”.
Como a base do planejamento dos cuidados com a diabete é feita a partir de amostras de glicose no sangue, os exames são extremamente necessários e é importante que eles possam ser considerados seguros e eficientes. Por isso, apesar dos avanços recentes nos testes com lágrimas, pode levar algum tempo até que essa tecnologia esteja disponível no mercado.
A pesquisa foi publicada no periódico Analytical Chemistry.
Fonte: Live Science 10 de novembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

OBESIDADE

Módulo 1: Obesidade
Caro(a) colega farmacêutico(a),
A obesidade é uma doença crônica que acomete cerca de 40% dos indivíduos adultos do Brasil, não havendo diferença substancial entre homens e mulheres. É considerada um risco à saúde por não se tratar de apenas um problema estético, pois está associada com um aumento na incidência de: diabetes, hipertensão, dislipidemina e doença arterial coronariana. Dessa forma, as principais estratégias atualmente utilizadas no manejo dessa doença incluem: mudança no estilo de vida, reeducação alimentar e tratamento com medicamentos.
Este material tem o objetivo de abordar: a origem e a fisiopatologia da obesidade; quais são as doenças que podem estar associadas e piorar o estado de saúde do paciente; as formas de tratamento; informações científicas comprovadas sobre a eficácia e a tolerabilidade quanto ao uso de cloridrato de sibutramina monoidratado em pacientes obesos, etc. Dentro desse cenário, também gostaríamos de ressaltar a importância do Farmacêutico no acompanhamento e orientação dos pacientes ao dispensar um medicamento para o tratamento da obesidade, com o objetivo de evitar: a automedicação; o aparecimento de possíveis interações medicamentosas e o risco de outras complicações, principalmente, quando o paciente obeso não adere ao tratamento.
Desejamos uma boa leitura a todos!
Equipe Medley

 
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